Por Luis Nassif, sugerido por Jair Fonseca

coutinho2Foto: Felipe Rau/Estadão

Dados interessantes e pouco conhecidos de Eduardo Coutinho: no final dos anos 50 participou de um programa de perguntas-e-respostas na TV sobre Charlie Chaplin. Respondeu a tudo e com o dinheiro que ganhou foi pra Paris, onde estudou cinema. Na volta ao Brasil em 1960 juntou-se ao CPC da UNE e aos jovens fundadores do Cinema Novo.

Abaixo, Coutinho improvisa como ator, no papel de um intelectual subversivo em Câncer, filme marginal de Glauber Rocha, de 1968.

Sinopse e surpreendente ficha do filme:

” CÃNCER “

Sátira do regime militar no Brasil e da guerra fria.
Um jovem funcionário público ganha uma fortuna de uma hora para outra e torna-se uma celebridade. O rapaz é obrigado a ficar sob a guarda do governo militar, já que agora ele é a grande promessa do país.

Ficção, longa-metragem, 16 mm, preto e branco
Rio de Janeiro/Roma, 1972, 950 metros, 86 minutos

Lançamento: 2 de setembro de 1982, São Paulo, Centro Cultural São Paulo

Coprodutores: Gianni Barcelloni, RAI – Radiotelevisione Italiana

Diretor: Glauber Rocha

Diretor de fotografia e câmara: Luis Carlos Saldanha

Som direto: José Antonio Ventura

Sincronização: Raul Garcia

Montadores: Tineca e Mireta

Laboratório de imagem: Lider Cine Laboratórios

Elenco: Flávio Migliaccio (José Guerra), Marília Pêra (Rosinha), Milton Gonçalves (soldado do “País Reserva 17”), Cláudio Marzo (agente da “Potência Anterior”), Hugo Carvana (cabo do exército do “País Reserva 17”), Abel Pera (professor Bagdá Pompéia, intelectual do “País Reserva 17”), Raul Cortez (alto funcionário do “País Reserva 17”), Jardel Filho (general da “Potência Anterior”), Ambrosio Fregolente (general do “País Reserva 17”), Hélio Ary (psiquiatra oficial do “País Reserva 17”), Paulo César Peréio (locutor televisivo da “Potência Posterior”), Carlos Kroeber, Nathália Timberg, Emiliano Queiroz, Maria Bethânia, Rogéria, Rubens de Falco, Kazuo Kon, Maria Bethânia.

 

Fonte: Luis Nassif Online