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‘Meu nome é Pedro, faz três minutos que eu não olho para o celular’

conecte-seImagem: Divulgação

É com a apresentação famosa dos Alcoólicos Anônimos que Pedro Burgos abre o primeiro capítulo de “Conecte-se ao que Importa”. “Se não há exatamente uma doença bem definida associada ao uso de tecnologias conectadas, há uma série de sintomas conhecidos”, escreve.

O livro de Burgos debate as mudanças de comportamento diante de um dos momentos históricos, como a Revolução Industrial, em que a tecnologia transforma a sociedade. Desta vez, as mudanças parecem mais rápidas.

Em um pesquisa realizada pela revista “Time” e pela Qualcomm, publicada na Folha em outubro de 2012, 35% dos brasileiros disseram consultar o celular a cada dez minutos ou menos.

O número de pessoas conectadas aumenta a cada ano. Com aparelhos menores, podemos levar um smartphone no bolso, um notebook para a cama e um tablet para o banheiro. Além disso, muitos profissionais trabalham o dia todo com os olhos na tela de um computador.

“O excesso de telas pode ser problemático de diversas maneiras”, diz o autor. “Então, é importante discutir o tempo todo de que maneira a tecnologia o conecta ao que importa”.

O jornalista Pedro Burgos escreve sobre tecnologia desde 2004, entre 2008 e 2012, foi editor-chefe do “Gizmodo Brasil”, site especializado em tecnologia. “Conecte-se ao que Importa” é o primeiro livro de Burgos.

 


CONECTE-SE AO QUE IMPORTA117040891SZ
Autor: Pedro Burgos
Editora: LeYa
Quanto: R$ 33,90
Onde: Livraria da Folha


 

Fonte: Folha de S. Paulo

Designer cria conceito de smartphone “Lego” contra desperdício

2860413PhoneBlocks, do designer holandês Dave Hakkens

Preocupado com o alto índice de lixo eletrônico gerado pela obsolescência cada vez mais rápida dos smartphones, o designer holandês Dave Hakkens criou o conceito de um smartphone modular no “estilo Lego” para tentar diminuir esse desperdício.

Chamado de Phonebloks, o conceito mostrado em um vídeo traz um smartphone em que é possível trocar com facilidade componentes internos do aparelho, como antena, bateria ou processador, quando eles ficam antigos ou deixam de funcionar. A intenção é evitar que aparelhos inteiros sejam descartados por causa de um componente.

Com mais de 4 milhões de visualizações no YouTube em apenas dois dias (veja o vídeo abaixo), o conceito também fez sucesso na plataforma social Thunderclap, onde já atingiu mais de 50 mil apoiadores, incluindo a cantora Demi Lovato.

 

Fonte: IDGNOW!

7 tecnologias que são mais velhas do que você pensa

Você sabe quando surgiram as primeiras fotografias coloridas feitas por processo direto? E a calculadora automática, quantos anos você acha que ela tem? Os filmes modernos possuem muitos efeitos visuais, mas você consegue dizer em que ano o primeiro efeito de montagem foi usado?

Algumas tecnologias parecem fazer parte da nossa vida moderna de uma maneira que, olhando para trás, não conseguimos imaginar que elas existam há muito tempo. Porém, como esta lista pretende mostrar, vários conceitos e objetos atuais já existem há muito mais tempo do que podemos imaginar.

1. As primeiras lentes de contato surgiram em 1888

contac1Imagem: Divulgação

Apesar dos óculos estarem por aí há muitos séculos (existem registros de lentes para melhorar a visão desde o século I d.C.), as lentes de contato colocadas diretamente na superfície dos olhos demoraram um pouco mais para serem inventadas.

De fato, elas só foram realmente aprovadas para o uso pela FDA em 1971, porém existem registros de que este objeto existia há bem mais tempo. O médico oftalmologista e inventor alemão Adolf Fick veio de uma linhagem de pesquisadores e, no seu campo de conhecimento, não fez feio: ele criou os primeiros protótipos conhecidos do que se tornaria a lente de contato vários anos depois.

Os primeiros objetos que podem ser considerados lentes de contato, no entanto, eram bastante rudimentares e, de fato, não podiam ser usados o tempo inteiro, já que depois de algumas horas a dor nos olhos poderia ser bastante intensa. Em 1902, Fick abandonou a pesquisa e somente na década de 30 esses objetos voltaram a receber atenção, sendo hoje acessíveis ao público e completamente indolores.

2. Fotografias coloridas surgiram por volta de 1850

lumiere(Imagem: Domínio Público/Irmãos Lumière)

Em 1935, a Kodak colocou no mercado os primeiros filmes coloridos para câmeras portáteis, que só iriam se popularizar muitos anos depois; porém, aproximadamente 100 anos antes disso, registros fotográficos em cores já eram feitos por alguns pesquisadores. De fato, uma das primeiras imagens coloridas de que se tem notícia data de 1850, porém de maneira bastante rudimentar ainda, com poucos tons e alguma pintura posterior.

Vários processos surgiram neste meio tempo, utilizando papéis e produtos químicos especiais, que se acreditava serem capazes de absorver a luz de maneira diferente para cada cor. Porém poucos deles foram tão eficazes quanto os autocromos dos irmãos Lumière, surgidos em 1907.

3. Georges Méliès criou filmes com efeitos especiais em 1898

Ao assistir a alguns filmes de 10, 20 ou até 30 anos atrás, é possível ficar com vergonha alheia pela qualidade bastante rudimentar dos efeitos especiais da época. O que dizer, então, de efeitos desse tipo, criados em 1898? A resposta, no entanto, não é tão previsível: nessa época, Georges Méliès criou efeitos tão incríveis que continua inspirando cineastas até hoje.

Méliès, que é considerado o pai dos efeitos especiais e um dos pais do cinema, fazia tudo à mão: ele filmava vários takes e então recortava e colava frame a frame as montagens no filme, para criar ilusões dignas de grandes filmes atuais. Imagine o espanto de quem via pela primeira vez o cineasta “arrancando” a sua cabeça fora ou lançando um foguete até a lua!

Além das montagens feitas diretamente no filme, frame a frame, ele também usava pigmentos na pós-produção para deixar alguns objetos e cenários coloridos, muito antes do cinema em cores atingir as grandes massas. Porém, nem tudo foi grandioso na sua carreira: como fazer filmes ainda era muito caro e o retorno não chegava a compensar, Méliès foi à falência em 1913 e a maior parte dos rolos originais (e muitos que eram únicos) dos seus filmes se perderam para sempre.

4. O primeiro sismógrafo foi criado nos tempos bíblicos

ancient_seismograph(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia)

No ano de 132, o chinês Zhang Heng criou essa máquina mostrada acima, que mais parece um objeto de decoração. Mas ela era incrivelmente complexa e só pôde ser replicada mais de 1000 anos depois. O que mais impressiona nesse sismógrafo rudimentar é que ele não apenas podia dizer se um terremoto estava chegando à região, mas ele também previa tremores a centenas de quilômetros de distância.

Se você está se perguntando como isso acontecia, basta olhar para os pequenos sapos ao redor deste “vaso” de bronze. Cada um deles está precisamente posicionado abaixo de um dragão, que segurava uma bola na sua boca. Assim, quando um tremor de terra acontecia em alguma direção, uma ou mais bolinhas caíam no sapo abaixo dela. Desta forma, era possível saber a direção de chegada e a intensidade dos terremotos.

5. Os primeiros discos de vídeo surgiram antes das fitas VHS

phonovision-1920s-video-disc-sheila-terryPhonovision (1920) video-disc @ Sheila Terry

Um “disco de vídeo”, que hoje é popularmente apresentado na forma de DVDs e Blu-rays, pode parecer uma tecnologia bastante moderna, já que ele foi o sucessor das fitas VHS, porém a verdade é que uma versão bem primitiva já existia em 1928, criada pelo inventor escocês John Logie Baird.

Usando discos parecidos com os vinis atuais, ele criou um aparelho que conseguia capturar e mostrar mais do que simplesmente sons, mas também imagens. É claro que, por se tratar de um experimento tão antigo e primitivo, ele não obteve muito sucesso em criar filmes e vídeos, já que o visual resultante era de baixíssima qualidade.

6. A máquina de fax foi inventada antes da Guerra Civil dos Estados Unidos

fax_6A máquina de Alexander Bain @ imagem: Reprodução

Atualmente, a máquina de fax já não parece mais uma tecnologia tão moderna assim. De fato, ela já foi praticamente abandonada e substituída pelos emails, que são mais práticos e não necessitam de um aparelho tão grande ou mesmo de papel para serem recebidos. Porém, se isso hoje parece tão banal, o que dizer de um aparelho desses em 1843?

Os primeiros telefones, por exemplo, surgiram em 1876, mas antes disso já era possível enviar comunicados por escrito com imagens para pessoas que estivessem longe, praticamente de maneira instantânea por uma linha semelhante às linhas telefônicas atuais.

O inventor Alexander Bain, 20 anos antes da guerra civil americana, começou a pesquisar e tentar criar um aparelho que fosse parecido com os telégrafos, que já usavam o código morse para transmitir recados escritos, só que dessa vez para mandar também imagens. Apesar de bastante simples, a máquina funcionou e conseguia mandar automaticamente palavras e ilustrações monocromáticas por linhas telegráficas.

7. A primeira calculadora automática foi inventada em 1640

Arts_et_Metiers_Pascaline_dsc03869A “Pascalina”, de Blaise Pascal @ Imagem: Divulgação

Imagine viver em um mundo sem calculadoras automáticas? Sim, os ábacos estão aí há muitos séculos, porém eles não são exatamente o método mais simples de ser aprendido, tampouco são automáticos. Porém, em 1640, Blaise Pascal resolveu dar um presente para o seu pai e acabou criando a primeira calculadora mecânica.

O seu dispositivo era bem simples, porém genioso: com o uso de botões e mecanismos internos, era possível realizar somas e subtrações; para calcular divisão e multiplicação, era preciso reduzir as equações até chegar a uma conta somente com essas duas funções básicas da matemática.

Essa era, inclusive, uma calculadora financeira, já que foi criada por Pascal para ajudar o seu pai, que era um contador. Ela era especificamente calibrada para calcular quantias monetárias e podia ser alternada para ser usada com a moeda inglesa ou francesa. Quando criou esta ferramenta, Pascal tinha apenas 16 anos.

 

Fonte: Tecmundo

Kodak sai da falência com foco em impressão comercial

(Imagem: Reprodução)

A Eastman Kodak Co, pioneira na área de fotografia, saiu nesta terça-feira do Capítulo 11 da lei norte-americana de proteção à falência, com planos de continuar como uma empresa de impressão digital menor.

A nova Kodak vai focar em produtos comerciais como tecnologia de impressão digital de alta velocidade e impressão de embalagens flexíveis para produtos de consumo.

“Vocês não podem imaginar o quanto eu esperei por este momento… Esta é uma companhia totalmente nova”, disse a repórteres o presidente-executivo Antonio Perez.

Fundada em 1880 por George Eastman, a Kodak foi por anos sinônimo de câmeras domésticas de uso familiar. A empresa apresentou falência de 6,75 bilhões de dólares em janeiro de 2012, pressionada pelos altos custos de fundos de pensão e longos anos de atraso em adotar a tecnologia de câmeras digitais.

A nova companhia espera ter receita de 2,5 bilhões de dólares este ano, disse Perez.

A companhia resolveu em abril uma disputa crucial com seu fundo de pensão britânico, que desistiu de uma demanda de 2,8 bilhões de dólares contra a Kodak. O fundo também comprou os negócios de imagens personalizadas e impressão de documentos da companhia por 650 milhões de dólares.

Perez, no cargo desde 2005, vinha tentando direcionar a empresa para impressoras de consumo e comerciais, mas não conseguiu conter a fuga de recursos. A empresa não tem um lucro anual desde 2007.

 

Novo logotipo da marca

 

 Fonte: Exame.com

A invasão de informações e as consequências fiscais

Está em voga a discussão sobre quais são os limites de poder do Estado para acessar e utilizar dados de cidadãos e empresas. Obama, Snowden e outros são personagens diários nos veículos de mídia quando o tema é o BIG DATA.

Sob o aspecto tributário, o questionamento acerca da invasão de dados e informações pelas autoridades fiscais também não é de hoje, sendo que agora apenas tomou nova roupagem, uma vez que funcionalidades tecnológicas permitem que o Fisco obtenha informações mais facilmente.

Imagem: Divulgação

Assim, dificilmente há necessidade de procedimentos que eram comuns e que são previstos na legislação, como exame de livros, papéis de posse do estabelecimento do contribuinte que, anteriormente, apenas seriam acessíveis mediante verificação física no local.

Soma-se a essa invasão de dados o crescente número de obrigações atribuídas ao contribuinte de prestar informações ao Fisco, disponibilizando dados de diversas atividades, muitas vezes mais que em duplicidade. Para não citar as antigas declarações, agora temos o SISCOSERV e o FCI.

Porém, mesmo com o avanço tecnológico e aumento no número de informações prestadas pelos contribuintes ao Fisco, não há arrefecimento no ímpeto das autoridades fiscais para obtenção de referidos dados, e ainda verifica-se a diminuição do esforço analítico dos servidores públicos dessas informações.

Referidos fatos geram necessidade para que as empresas trabalhem mais para o Fisco, com empenho de profissionais especializados e mais acurados nas informações prestadas. Isto porque não é raro que uma informação mal prestada gere início de fiscalização, ou até processo de cobrança.

As múltiplas questões envolvidas nesse tema passam pelo respeito à privacidade, à soberania das nações, e até indagações sobre a possibilidade de utilização desses dados para fins comerciais, na medida que não há razoável confiança se referidos dados serão armazenados com segurança pelos órgãos públicos, respeitando o sigilo e guardando a publicidade.

Exemplo recente disso é a possibilidade de dados dos contribuintes serem disponibilizados a terceiros via FCI (Ficha de Conteúdo de Importação). Sem qualquer autorização legal, o Fisco permitiu que obtivessem informações sigilosas sobre custo de importação e consequentemente obtenção de informação de margens de lucro, etc.

Sobre esse tema FCI, o Judiciário, na maior parte, se sensibilizou favoravelmente aos contribuintes que são partes em ações judiciais, ao não permitir que haja divulgação de dados a terceiros.

Espera-se, agora, que o Fisco utilize os meios legítimos para obtenção de dados e, ainda, assegure que as informações prestadas a ele sejam utilizadas para fins restritos a sua atividade.

 

Fonte: Migalhas

Como a resolução 8K vai humilhar a TV que conhecemos

(Foto: Divulgação)

Você pensa que a resolução 4K ainda está longe da realidade brasileira? Os primeiros televisores com a tecnologia começam a surgir por aqui, mas já se começa a falar em transmissões de televisão em 8K. A tecnologia já pode ser usada nas Olimpíadas de 2016 pela emissora estatal japonesa NHK.

No Japão, é a própria NHK que lidera o desenvolvimento do UHDTV, que permite reprodução de imagens de até 7.680 x 4.320 pixels. Por lá, as transmissões em 8K devem começar apenas em 2016 via satélite e em 2020 por meio terrestre.

Com esta resolução, a qualidade de imagens seria 16 vezes melhor do que o padrão Full HD, que é atualmente o mais difundido em televisores de alta definição atuais. Mas a imagem não é a única vantagem.

Segundo afirma o diretor de engenharia de entretenimento da Globo, Raymundo Barros, em entrevista à Folha de S. Paulo, a intenção da tecnologia é criar mais imersão e, para isso, o áudio também precisa acompanhar a qualidade de imagens. Os vídeos em 8K são capturados em 22.2 canais, contra apenas 5.1 atuais.

Além disso, a tendência é que, com a futura popularização do 8K, sejam criados televisores cada vez maiores para espaços cada vez menores. A publicação aponta que atualmente a distância recomendada para assistir a uma TV Full HD é de 3 vezes a altura do televisor, enquanto a TV de 8K será de apenas 0,75 vezes a altura da tela.

A resolução já foi testada no Brasil, quando uma equipe japonesa desembarcou em território nacional para registrar imagens de paisagens e do Carnaval.

Vale lembrar que o Brasil ainda não tem nenhum tipo de transmissão sequer em 4K e muitas pessoas ainda assistem televisão pelo sinal analógico. A Globo, no entanto, já captura algumas imagens para suas novelas em 8K. Cada minuto em vídeo sem compressão ocupa 200 GB de armazenamento.

 

Fonte: Olhar Digital