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Lya Luft costura reflexões e recordações em seu novo livro, “O Tempo É um Rio que Corre”

16360268Foto: Diego Vara / Agencia RBS

Para Lya Luft, mergulhar nas águas do tempo é tomar ciência do valor da vida. É essa a linha central que atravessa seu novo livro, O Tempo É um Rio que Corre, que ela autografa nesta terça em Porto Alegre.

O volume retoma as incursões da autora no terreno do ensaio de não ficção, ramo de sua obra bastante bem-sucedido comercialmente. O sucesso de Perdas e Ganhos, de 2003, tornou Lya uma autora popular de abrangência nacional – embora seus livros fossem bem recebidos pela crítica antes disso, com o ensaio ela ampliou seu público. Em O Tempo É um Rio que Corre, Lya retoma a forma solta que já havia utilizado em Múltipla Escolha (2010) e alinha recordações e reflexões para discutir a passagem do tempo, intercalando cada capítulo com poemas de sua própria autoria.

– Meus livros vão se formando muito lentamente, como janelinhas que abrem e se fecham, é um processo interno semiconsciente. Neste livro, o que acabei fazendo foi algo muito pessoal. O que há ali são histórias e considerações minhas, frutos da minha vivência, em um estilo que procurei tornar leve e, às vezes, engraçado, mas emocionado e racional. É uma conversa direta com o leitor – avalia.

O livro se divide em três grandes seções, todas afinadas com a metáfora aquática do título: Águas Mansas, Maré Alta e A Embocadura do Rio, cada uma concernente à passagem do tempo em uma etapa da vida. Em Águas Mansas, Lya escava memórias da infância passada em Santa Cruz – que já havia sido abordada em outro livro pela autora, Mar de Dentro (2000). Em Maré Alta, discute a juventude, tanto a sua quanto a de seus filhos, fazendo um paralelo entre gerações e aproveitando para pensar as mudanças ocorridas no papel social do jovem.

– Vivemos hoje em uma cultura que casa a futilidade com o endeusamento da juventude. Sempre me admiro dos lapsos de linguagem de quem, com mais idade, diz “no meu tempo”, e este tempo é sempre a juventude. Como se, depois de mais velho, você ficasse tão despossuído que nem o tempo tem mais. Quando, na verdade, como digo no livro, ser jovem também não é fácil. Isso é o que mais me deixa perplexa, o terror da velhice e o endeusamento da juventude – diz a autora.

O terço final, A Embocadura do Rio, encara a morte não apenas como tema literário – algo que Lya já fez em seus romances de opressiva carga psicológica –, mas como o horizonte da vida. Aqui também a autora se vale de perdas pessoais e de sua própria concepção da finitude.

– Há algum tempo, fui a uma universidade falar com um rapaz que estava trabalhando com um livro meu, e ele, ao falar do livro, me providenciou uma revelação de mim mesma. Ele disse: “A senhora não segue um fio, segue por elipses”. E é assim mesmo, eu nunca raciocino muito sobre o meu trabalho. Quero tentar incluir ali as sensações e as coisas que vou capturando ao olhar o mundo – comenta.

 


2014-O-tempo-e-um-rio-que-correO TEMPO É UM RIO QUE CORRE
LYA LUFT

Ensaio. Editora Record, 144 páginas, R$ 28

Sessão de autógrafos nesta terça, às 19h.
Livraria Cultura do Bourbon Country (Túlio de Rose, 80), em Porto Alegre
Fone (51) 3028-4033


 

Fonte: Zero Hora

Bryan Cranston vai revelar segredos e “mentiras” em livro de memórias

cranstonImagem: Divulgação

Bryan Cranston, que protagonizou Breaking Bad, vai escrever um livro de memórias sobre a vida dele e o trabalho como ator. A biografia será lançada no primeiro semestre de 2015 pela Scribner, divisão da editora Simon & Schuster, segundo o jornal The New York Times.

Em um comunicado, o ator vencedor do Emmy disse que ele vai, “contar as histórias da minha vida e revelar segredos e mentiras que eu escondi por seis anos gravando Breaking Bad”. Vale lembrar que Cranston tem experiência com texto, já escreveu alguns roteiros. Nan Graham, da Scribner, acrescentou que Cranston “escreve da maneira como ele age – com comprometimento, inteligência e humor.”

Construindo um currículo com personagens passageiros e coadjuvantes em filmes e séries (incluindo um pequeno papel como o dentista de Seinfield), Cranston foi destaque no começo dos anos 2000 como Halp, o pai na sitcom Malcolm in the Middle. Em 2008, ele estreou no papel definitivo para sua carreira, o de Walter White, um professor de química que se torna fabricante da metanfetamina, em Breaking Bad, que lhe rendeu um Emmy e um Globo de Ouro de Melhor Ator em Série Dramática.

Com o despertar de Breaking Bad, que acabou no ano passado, Cranston se aprofundou no mundo do cinema – ele apareceu em filmes como Drive e O Poder e a Lei – assim como em produções teatrais. Atualmente, ele está em cartaz na Broadway como o Presidente Lyndon B. Johnson na peça All the Way e estará no próximo remake de Godzilla.

 

Fonte: RollingStone Brasil

Leia trecho de ‘Eu Sou Malala’

Malala Yousafzai Opens Birmingham LibraryMalala Yousafzai (Foto: Christopher Furlong)

“Eu Sou Malala” narra a história da ativista e de sua família exilada pelo terrorismo, desde a infância até os detalhes de uma vida dominada pelos talebans. O lançamento do livro da adolescente foi cancelado no Paquistão na terça-feira (28/janeiro), após pressão do governo local, segundo informação das agências de notícias.

Nascida em 1997, em Mingora, Malala Yousafzai é a mais jovem vencedora da história do prêmio Sakharov de Liberdade de Expressão e também a mais jovem a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz. A biografia foi escrita em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb e apresenta um universo religioso e cultural muitas vezes incompreendido pelo Ocidente.

Abaixo, leia um trecho.

 

1. Nasce uma menina

No dia em que nasci, as pessoas da nossa aldeia tiveram pena de minha mãe, e ninguém deu os parabéns a meu pai. Vim ao mundo durante a madrugada, quando a última estrela se apaga. Nós, pachtuns, consideramos esse um sinal auspicioso. Meu pai não tinha dinheiro para o hospital ou para uma parteira; então uma vizinha ajudou minha mãe. O primeiro bebê de meus pais foi natimorto, mas eu vim ao mundo chorando e dando pontapés. Nasci menina num lugar onde rifles são disparados em comemoração a um filho, ao passo que as filhas são escondidas atrás de cortinas, sendo seu papel na vida apenas fazer comida e procriar.

Para a maioria dos pachtuns, o dia em que nasce uma menina é considerado sombrio. O primo de meu pai, Jehan Sher Khan Yousafzai, foi um dos poucos a nos visitar para celebrar meu nascimento e até mesmo nos deu uma boa soma em dinheiro. Levou uma grande árvore genealógica que remontava até meu trisavô, e que mostrava apenas as linhas de descendência masculina. Meu pai, Ziauddin, é diferente da maior parte dos homens pachtuns.

Pegou a árvore e riscou uma linha a partir de seu nome, no formato de um pirulito. Ao fim da linha escreveu “Malala”. O primo riu, atônito. Meu pai não se importou. Disse que olhou nos meus olhos assim que nasci e se apaixonou. Comentou com as pessoas: “Sei que há algo diferente nessa criança”. Também pediu aos amigos para jogar frutas secas, doces e moedas em meu berço, algo reservado somente aos meninos.

Meu nome foi escolhido em homenagem a Malalai de Maiwand, a maior heroína do Afeganistão. Os pachtuns são um povo orgulhoso, composto de muitas tribos, dividido entre o Paquistão e o Afeganistão. Vivemos como há séculos, seguindo um código chamado Pachtunwali, que nos obriga a oferecer hospitalidade a todos e segundo o qual o valor mais importante é nang, a honra. A pior coisa que pode acontecer a um pachtum é a desonra. A vergonha é algo terrível para um homem pachtum. Temos um ditado: “Sem honra, o mundo não vale nada”. Lutamos e travamos tantas infindáveis disputas internas que nossa palavra para primo – tarbur – é a mesma que usamos para inimigo. Mas sempre nos unimos contra forasteiros que tentam conquistar nossas terras. Todas as crianças pachtuns crescem ouvindo a história de como Malalai inspirou o Exército afegão a derrotar o britânico na Segunda Guerra Anglo-Afegã, em 1880.

Malalai era filha de um pastor de Maiwand, pequena cidade de planícies empoeiradas a oeste de Kandahar. Quando tinha dezessete anos, seu pai e seu noivo se juntaram às forças que lutavam para pôr fim à ocupação britânica. Malalai foi para o campo de batalha com outras mulheres da aldeia, para cuidar dos feridos e levar-lhes água. Então viu que os afegãos estavam perdendo a luta e, quando o porta-bandeira caiu, ergueu no ar seu véu branco e marchou no campo, diante das tropas. “Jovem amor!”, cantou. “Se você não perecer na batalha de Maiwand, então, por Deus, alguém o está poupando como sinal de vergonha.”

Malalai foi morta pelos britânicos, mas suas palavras e sua coragem inspiraram os homens a virar a batalha. Eles destruíram uma brigada inteira – uma das piores derrotas da história do Exército britânico. Os afegãos construíram no centro de Cabul um monumento à vitória de Maiwand. Mais tarde, ao ler alguns livros de Sherlock Holmes, ri ao ver que foi nessa batalha que o dr. Watson se feriu antes de se tornar parceiro do grande detetive. Malalai é a Joana d’Arc dos pachtuns. Muitas escolas de meninas no Afeganistão têm o nome dela. Mas meu avô, que era professor de teologia e imã da aldeia, não gostou que meu pai me desse esse nome. “É um nome triste”, disse. “Significa luto, sofrimento.”Quando eu era bebê, meu pai cantava uma música escrita pelo famoso poeta Rahmat Shah Sayel, de Peshawar. A última estrofe é assim:

_Oh, Malala de Maiwand,_
_Ergue-te mais uma vez para fazer os pachtuns entenderem o significado da honra,_
_Tuas palavras poéticas movem mundos,_
Eu imploro, ergue-te mais uma vez.

Meu pai contava a história de Malalai a toda pessoa que viesse à nossa casa. Eu a adorava, assim como amava ouvir as músicas que ele cantava para mim e a maneira como meu nome flutuava ao vento quando alguém o chamava.

 

1215834-250x250EU SOU MALALA
AUTOR Christina Lamb e Malala Yousafzai
EDITORA Companhia das Letras
QUANTO R$ 27,50
ONDE Livraria da Folha


 

Fonte: Folha de S. Paulo

‘Meu nome é Pedro, faz três minutos que eu não olho para o celular’

conecte-seImagem: Divulgação

É com a apresentação famosa dos Alcoólicos Anônimos que Pedro Burgos abre o primeiro capítulo de “Conecte-se ao que Importa”. “Se não há exatamente uma doença bem definida associada ao uso de tecnologias conectadas, há uma série de sintomas conhecidos”, escreve.

O livro de Burgos debate as mudanças de comportamento diante de um dos momentos históricos, como a Revolução Industrial, em que a tecnologia transforma a sociedade. Desta vez, as mudanças parecem mais rápidas.

Em um pesquisa realizada pela revista “Time” e pela Qualcomm, publicada na Folha em outubro de 2012, 35% dos brasileiros disseram consultar o celular a cada dez minutos ou menos.

O número de pessoas conectadas aumenta a cada ano. Com aparelhos menores, podemos levar um smartphone no bolso, um notebook para a cama e um tablet para o banheiro. Além disso, muitos profissionais trabalham o dia todo com os olhos na tela de um computador.

“O excesso de telas pode ser problemático de diversas maneiras”, diz o autor. “Então, é importante discutir o tempo todo de que maneira a tecnologia o conecta ao que importa”.

O jornalista Pedro Burgos escreve sobre tecnologia desde 2004, entre 2008 e 2012, foi editor-chefe do “Gizmodo Brasil”, site especializado em tecnologia. “Conecte-se ao que Importa” é o primeiro livro de Burgos.

 


CONECTE-SE AO QUE IMPORTA117040891SZ
Autor: Pedro Burgos
Editora: LeYa
Quanto: R$ 33,90
Onde: Livraria da Folha


 

Fonte: Folha de S. Paulo

David Bowie vai ganhar livro no Brasil no segundo semestre deste ano

 

 

David-Bowie-2013-superprideDavid Bowie (Imagem: Reprodução)

O mesmo autor responsável pela obra A batalha pela alma dos Beatles, Peter Doggett, está tendo o livro “O homem que vendeu o mundo – David Bowie e os anos 70 traduzido para o português por José Roberto O’Shea. O livro investiga as ricas contribuições deixadas pelo cantor na década considerada como a mais produtiva e inspirada do artista, os anos 70.

16096374O livro traz também um intenso relato de como a música do cara refletia e influenciava o mundo que o cercava. Partindo do álbum Space Oddity, com a sua visão sombria da jornada da humanidade na desconhecida esfera espacial e chegando até o álbum Scary Monsters, Dogget examina com cuidado o astro alienígena do rock, Ziggy Stardust, ousada criação do cantor. As explorações cada vez mais perigosas de Bowie acerca da natureza da identidade e do significado da fama também estão em detalhes na obra, que vai ser publicada no Brasil pela editora Nossa Cultura.

The Next Day, álbum do cantor lançado em 2013, foi escolhido pela Revista Rolling Stone Brasil como o melhor álbum internacional do ano.

Curta o álbum ‘The Next Day’ agora mesmo!

 

Fonte: Zero Hora

Editora LeYa lança livro de escritora brasileira que recebeu mais de 34 milhões de visualizações no Wattpad

LilianCarmine1Lilian Carmine (Foto: Divulgação)

Lilian Carmine é brasileira, ilustradora, paulistana, e se destacou nas redes sociais ao lançar este ano, pela prestigiada Random House, na Inglaterra, o livro Lost Boys no formato digital, empreitada que a alçou a fenômeno literário com mais de 34 milhões de visualizações no Wattpad, misto de rede social e site de autopublicação, mais conhecido no exterior como o Youtube do texto. O livro de Lilian é recordista como mais lido na rede social.

lostboysEscrito originalmente em inglês, o livro pode ser considerado uma das maiores apostas do gênero da nova literatura new adult, ou literatura de ficção para jovens adultos, e narra a história de Joey Gray, uma jovem que acabara de se mudar para uma pequena e estranha cidade, onde se sente um pouco perdida. Mas, tudo muda de figura quando encontra um garoto misterioso e encantador.

O que Joey mal pode suspeitar é que Tristan Halloway tenha bons motivos para estar sempre vagando pelo cemitério da cidade.

Indicado para fãs de Stephenie Meyer e Lauren Kate, Lost Boys – o verdadeiro amor nunca morre é uma história romântica e mágica entre uma garota e um fantasma.

A ferramenta de autopublicação, que projetou Lilian Carmine mundialmente, também é uma realidade no Brasil. A editora LeYa acaba de lançar sua plataforma de autopublicação, a Escrytos, que permite aos autores a autopublicação em formato digital de livros e textos originais. A editora foi a pioneira, em Portugal, a oferecer este serviço, que já conta com milhões de adeptos no mundo.

Sobre a autora:
Lilian Carmine vive em São Paulo e é escritora e artista freelance. Atualmente trabalha com ilustração de livros infantis, animação, quadrinhos, design e criação de personagens, e pintura digital – além de escrever o próximo livro da série Lost Boys.

 

Fonte: Literatura de Cabeça