Informação

Propriedade imaterial avança, mas Brasil perde terreno

Por Helder Galvão

Hand drawing light bulb, isolated on white - Ecology/Business concept(Imagem: Divulgação │ Fotolia.com)

O guru Ludwig Waldez diz que na sociedade feudal o poder se concentrava nos detentores de terras. Já na sociedade industrial, nos burgueses, os detentores das máquinas. Hoje, o poder se concentra em quem detém o capital intelectual e o tráfego de informações na internet, mudando-se, assim, o eixo da propriedade material para a imaterial.

Não é nenhuma surpresa, portanto, a notícia de que a Google passou a petrolífera Exxon Mobil no ranking das marcas mais valiosas do mundo. Das cinco primeiras, três manejam propriedade intelectual e compartilhamento de dados na internet, e não demorará muito para que todas as cinco, ou mais, tenham como objeto a exploração de direitos autorais, marcas, patentes, tecnologia e comércio virtual.

Já no segmento de fusões e aquisições, o mercado é agitado e liderado exatamente por esses grupos. Vide a compra das patentes de telecomunicações da Motorola Mobile pela Google, mas que logo foi vendida para a Lenovo. A empresa liderada por Larry Page adota ainda como regra a aquisição e oferta hostil das pequenas e inovadoras empresas que brotam no Vale do Silício, as tais start ups. E é do vizinho oriental que se anuncia a aquisição, pela Rakoten, do Viber. Isso sem falar na venda bilionária do Whatsapp para o Facebook, justamente para conter o avanço da chinesa Wechat.

E é dessa concorrência acirrada entre elas que se monopoliza a atenção do mercado, dos analistas e dos órgãos de controle antitruste, num autêntico jogo de War, no seu tabuleiro estratégico e de conquista de territórios, onde ora quem lança os dados é a Microsoft, ao adquirir o Skype e a Nokia, ora a Rakoten ou o Facebook, além da Amazon versus Apple no campo dos livros digitais.

Sobra ainda espaço para as disputas judiciais, como nos casos envolvendo a Apple contra a Samsung, ou extrajudiciais, entre o Twitter e a IBM. Tudo com o pano de fundo pela utilização, exclusiva, de designs, modelos de utilidade, segredos de comércio entre outras propriedades, intelectuais, claro.

Mas, enquanto todo esse movimento acontece, aqui, no Brasil, as peças desse tabuleiro ainda não se deram ao luxo de avançar. Ainda se discute uma legislação que regulamente a internet, a atual lei de direitos autorais antecede a era digital, a maior empresa e orgulho nacional explora terras embaixo de uma camada de sal, e as áreas de inovação, pesquisa e desenvolvimento carecem de quem arrisque investir. Vamos avisar a Waldez que ainda estamos na sociedade feudal.

 

Fonte: ConJur

A invasão de informações e as consequências fiscais

Está em voga a discussão sobre quais são os limites de poder do Estado para acessar e utilizar dados de cidadãos e empresas. Obama, Snowden e outros são personagens diários nos veículos de mídia quando o tema é o BIG DATA.

Sob o aspecto tributário, o questionamento acerca da invasão de dados e informações pelas autoridades fiscais também não é de hoje, sendo que agora apenas tomou nova roupagem, uma vez que funcionalidades tecnológicas permitem que o Fisco obtenha informações mais facilmente.

Imagem: Divulgação

Assim, dificilmente há necessidade de procedimentos que eram comuns e que são previstos na legislação, como exame de livros, papéis de posse do estabelecimento do contribuinte que, anteriormente, apenas seriam acessíveis mediante verificação física no local.

Soma-se a essa invasão de dados o crescente número de obrigações atribuídas ao contribuinte de prestar informações ao Fisco, disponibilizando dados de diversas atividades, muitas vezes mais que em duplicidade. Para não citar as antigas declarações, agora temos o SISCOSERV e o FCI.

Porém, mesmo com o avanço tecnológico e aumento no número de informações prestadas pelos contribuintes ao Fisco, não há arrefecimento no ímpeto das autoridades fiscais para obtenção de referidos dados, e ainda verifica-se a diminuição do esforço analítico dos servidores públicos dessas informações.

Referidos fatos geram necessidade para que as empresas trabalhem mais para o Fisco, com empenho de profissionais especializados e mais acurados nas informações prestadas. Isto porque não é raro que uma informação mal prestada gere início de fiscalização, ou até processo de cobrança.

As múltiplas questões envolvidas nesse tema passam pelo respeito à privacidade, à soberania das nações, e até indagações sobre a possibilidade de utilização desses dados para fins comerciais, na medida que não há razoável confiança se referidos dados serão armazenados com segurança pelos órgãos públicos, respeitando o sigilo e guardando a publicidade.

Exemplo recente disso é a possibilidade de dados dos contribuintes serem disponibilizados a terceiros via FCI (Ficha de Conteúdo de Importação). Sem qualquer autorização legal, o Fisco permitiu que obtivessem informações sigilosas sobre custo de importação e consequentemente obtenção de informação de margens de lucro, etc.

Sobre esse tema FCI, o Judiciário, na maior parte, se sensibilizou favoravelmente aos contribuintes que são partes em ações judiciais, ao não permitir que haja divulgação de dados a terceiros.

Espera-se, agora, que o Fisco utilize os meios legítimos para obtenção de dados e, ainda, assegure que as informações prestadas a ele sejam utilizadas para fins restritos a sua atividade.

 

Fonte: Migalhas

Os últimos momentos do jornalismo de papel

Por Luis Nassif

Na última sexta feira, a editoria Poder, do jornal Folha de São Paulo, publicou 6 matérias. A primeira, sobre a votação da Lei dos Portos, dividida em algumas sub-retrancas. A mais importante descrevia a votação e as reações suscitadas, com informações que já haviam sido abundantemente exploradas no dia anterior – inclusive pela Folha online.

No Estadão, reduziram-se cadernos, notícias e equipes.

(Imagem: Reprodução)

(Imagem: Reprodução)

Historicamente, o produto “notícia” sempre se baseou em poucas variedades de embalagens. Nos jornais mundiais de maior peso, formadores de opinião, buscava-se diferenciar do produto “entretenimento”. Para tanto, recorria-se a um estilo sóbrio, a um conteúdo analítico privilegiando o conceito de relevância.

Graças a isso, preservaram um público exigente, formador de opinião, que demanda do jornal o tratamento objetivo dos fatos e o exercício racional da análise – independentemente da linha política do jornal.

***

No caso brasileiro, desde os anos 90 os grandes jornais decidiram investir na notícia “entretenimento” e se valer dos recursos da dramaturgia como parte central da sua operação.

Esse estilo consistia no seguinte:

Privilegiar sempre o fato próximo ao universo de informações do leitor comum. Por exemplo, se há uma reunião que define pontos importantes para o destino do país, privilegie a futrica, o detalhe pitoresco (bocejo de um dos presentes, ironia de outro etc.) em detrimento do assunto tratado.
No caso de grandes escândalos, tratar os personagens centrais com a caracterização dos roteiros de novelas, transformando-os em vilões completos ou em heróis imaculados.
Na hora da dramatização, não se prender aos fatos porque, em geral, são muito menos interessantes do que a fantasia. Com isso, aboliram-se os filtros mínimos de qualidade.

***

Durante algum tempo, funcionou, especialmente no período da redemocratização, no qual as fórmulas sensacionalistas, após anos de censura, eram novidade,

De início, houve queda de qualidade e da credibilidade. Com a ampliação da Internet, esse modelo ruiu.

O jornalismo entretenimento consolidou-se na televisão – de programas mais toscos, policialescos, a programas mais elaborados, tipo Fantástico. A migração do leitor de entretenimento acelerou com a Internet, oferecendo um prato para cada paladar.

Para se destacar no caos da Internet, os jornais teriam que investir no rigor e no discernimento. Mas radicalizaram no show.

***

Com isso, perderam os leitores de entretenimento e os leitores formadores de opinião. Ainda mantém o prestígio junto a setores mais refratários a mudanças – como os políticos e o poder judiciário. Mas é questão de tempo.

Também os grandes jornais migrarão para a Internet, terminando suas operações impressas. Mas lá serão apenas mais um agente de informação, com algum peso, mas sem poder mais ditar os rumos da opinião pública.

Cada dia em sua vida, nunca é mais, será sempre menos, deixando para trás seu grande momento de glória, os anos 90, no qual toda a opinião pública era conduzida por um aparato extraordinariamente reduzido de publicações: Folha, Estado, Veja, devidamente repercutidos pelo Jornal Nacional.

 

Fonte: Luis Nassif OnLine

 

10% dos sistemas corporativos estarão na nuvem até 2015

Se o armazenamento, servidores e até mesmo desktops estão migrando para a nuvem, sistemas de segurança não seria uma exceção. Previsões do Gartner para esse setor, indicam que uma em cada dez empresas estarão processando os recursos de segurança em cloud computing até 2015.

Com foco especial em áreas como segurança de e-mail, gateways, vulnerabilidades remotas e gerenciamento de acesso de identidade (IAM), o Gartner espera que este mercado alcance uma receita global de 4,2 bilhões de dólares em 2016.

(imagem: divulgação)

(imagem: divulgação)

“É grande a demanda de empresas por serviços de segurança baseados na nuvem para enfrentar a escassez de mão de obra especializada, reduzir custos ou cumprir as normas regulatórias de forma rápida e facilmente”, explica Eric Ahlm, diretor de pesquisas do Gartner.

O analista destaca que a mudança no comportamento de compra das aplicações de segurança para modelos de entrega baseados em nuvem oferece oportunidades para os fornecedores de tecnologia e serviços. Ele afirma que os que tiverem que melhores capacidades de fornecimento de soluções em nuvem têm chances de fazerem bons negócios. Já os que não têm essas capacidades precisam agir rapidamente para se adaptar a esta ameaça competitiva.

Uma outra pesquisa do Gartner publicada em janeiro passado confirmou que os gastos com serviços de segurança em nuvem aumentará significativamente nos próximos 12 meses. De acordo com estudo, 74% dos executivos e gestores de segurança entrevistados em todo o mundo estão pedindo prioridade no aumento de soluções para segurança de e-mail em nuvem.

Outra área que deverá experimentar um crescimento substancial com oferta de serviços na nuvem é o gerenciamento de eventos de informação. No entanto, muitos clientes no segmento empresarial continuam cautelosos sobre a entrega de informações confidenciais para os provedores de nuvem, algo que será fundamental para superar a relutância das organizações mais tradicionais.

Além disso, 27% dos entrevistados indicaram que estavam considerando a implantação de autenticação de tokens como serviço em nuvem. O Gartner acredita que fatores como medidas para conformidade com o Payment Card Industry Data Security Standard (PCI DSS) exigido pelas administradoras de cartão de crédito para transações eletrônicas, por exemplo, estão dirigindo a maior parte do crescimento do interesse na segurança de tokens como serviço.

A segurança de token como serviço permite que as empresas deixem de armazenar em seus datas centers internos informações de identificação pessoal ou outros dados confidenciais. O serviço permite que organizações migrem para nuvem sistemas de compliance no âmbito do PCI.

 

Fonte: CIO

 

Quatro tendências que devem transformar a TI nos próximos 5 anos

Com o surgimento das novas tecnologias como as de mobilidade, cloud computing e Big Data os departamentos de TI deverão passar por grandes transformações. Estudos do Gartner sobre “O que vai acontecer com a TI nos próximos cinco anos”, aponta quatro tendências que os CIOs devem ficar atentos.

Imagem: vivainteratividade.com

Imagem: vivainteratividade.com

Durante a Conferência Gartner Infraestrutura de TI, Operações e Data Center 2013, que abriu ontem em São Paulo e encerra hoje, David Coyle, vice-presidente de pesquisa da consultoria e chairman do evento detalhou como as quatro tendências vão impactar na TI. Veja a seguir quais são:

1- Redes definidas por software

O ambiente de rede nos próximos cinco anos não será mais controlado por roteadores e switches ou por outros tipos de hardware, mas sim por software. A grande vantagem dessa mudança, segundo Coyle, é uma melhoria do monitoramento e também aumento de desempenho da infraestrutura de TI, que passará a ser controlada de forma centralizada. As configurações serão feitas em um único ponto da rede e não mais por devices individuais.

2- Serviços híbridos de cloud computing

Até 2015, as empresas vão encontrar no mercado mais ofertas de nuvem, o que fará com que elas avaliem se vale apena construir redes em casa ou contratar soluções dos provedores de serviços. Coyle afirma que as companhias terão ambientes híbridos com uma rede privada para as aplicações mais críticas de negócios e nuvens públicas para serviços.

“As empresas vão encontrar formas de ganhar espaço em seu data center, buscando aplicações específicas de nuvem para suportar os negócios”, afirma o analista do Gartner.

3- Era multicanal para entrega de aplicativos

A consumerização, que está aumentando o uso de tablets e smartphones pelos funcionários no ambiente de trabalho, vai obrigar a TI a mudar a forma de entrega dos aplicativos empresariais.

“As aplicações hoje são monolíticas e os usuários querem um modelo mais simples como o oferecido pela App Store”, conta Coyle.

O analista do Gartner observa que muitas companhias fazem software e soltam duas atualizações por ano e esse processo vai acabar. “Agora a TI terá que mudar, não só para fazer o melhor aplicativo, mas também para entregá-lo mais rapidamente e de forma mais simples”, alerta o executivo.

4- Internet das coisas

A Internet das coisas vai apoiar fortemente a TI, segundo o Gartner, principalmente no Brasil onde há mais de 260 milhões de celulares ativos. De acordo com uma pesquisa global da consultoria, hoje mais de 50% das conexões de internet são para conectar coisas. Em 2011, foram 15 bilhões de conexões permanentes e 50 bilhões esporádicas. A previsão do Gartner é de que esses números cresçam dez vezes até 2020.

Entre as aplicações que serão conectadas pelo sistema machine to machine (M2M), estão sensores para controlar objetos, meio ambiente, vias públicas, trânsito, construções, hospitais etc.

No Brasil, Donald Feinberg, vice-presidente do Gartner, cita o exemplo das máquinas dos estabelecimentos comerciais, que estão interligadas com o Fisco para emissão da nota fiscal paulista. Esses dispositivos podem transmitir informações em tempo real por M2M.

A Internet das coisas poderá apoiar a TI em diversas áreas para monitorar objetos e serviços, com redução de custos, segundo o Gartner.

 

Fonte: Computer World