cultura

Homens passam por crise de identidade no séc. 21, diz psiquiatra

Psiquiatra e psicanalista francês, Serge Hefez

A revolução sexual e a invasão de mulheres no mercado de trabalho não afetaram apenas o sexo feminino. As novas mídias impactaram a comunicação e os costumes. Em meio a esse turbilhão de mudanças está o homem — ser humano que ainda guarda resquícios da cultura de meio século atrás.

“Durante todo esse tempo, fiéis à fórmula lapidar ‘nem mulher nem veado’, os homens ficaram calados, convencidos de que sua masculinidade, fiadora do universalismo, era evidente”, escreve o psiquiatra e psicanalista francês Serge Hefez em “Homens no Divã”.

Pais e filhos, namorado e maridos, os homens apresentam dificuldades em lidar com essas transformações. Virilidade e o autoritarismo são colocados em xeque numa sociedade aberta à sensibilidade e à cooperação.

A masculinidade, outrora inabalável, agora é questionada. A resposta não é simples. No livro, o autor expõe casos que passaram pelo seu consultório e mostra as dificuldades mais comuns em enfrentar as mudanças da sociedade.

Segundo Hefez, “enquanto alguns se transformam e modificam sua visão interior do masculino, outros resistem desesperadamente para preservar os valores tradicionais”.

Com o subtítulo “Relatos sobre a Crise de Identidade Masculina”, “Homens no Divã” chega ao Brasil publicado pelo selo Benvirá, da editora Saraiva.

 


113973386SZHomens no Divã

Autor: Serge Hefez
Editora: Benvirá
Páginas: 304
Quanto: R$ 29,90 (preço promocional)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090
ou pelo site da Livraria da Folha


 

Fonte: Folha de S. Paulo

Com a presença de artistas, Senado aprova projeto de lei com novas regras para o direito autoral

BRASÍLIA – Sob o olhar de grandes nomes da música brasileira, como Roberto Carlos e Caetano Veloso, o Plenário do Senado aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que estabelece novas regras para a cobrança, arrecadação e distribuição dos direitos autorais de obras musicais. O PLS 129/2012 foi elaborado a partir do trabalho da CPI do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), criada pelo Senado para investigar denúncias de irregularidades contra a entidade.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Presidenta Dilma Rousseff recebe artistas após CCJ do Senado aprovar projeto para fiscalizar a distribuição de direitos autorais pelo ECAD (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

O texto aprovado teve relatoria do senador Humberto Costa (PT-PE) e prevê que o Ecad continua a ser formado pelas associações que congregam compositores e intérpretes. Mas essas entidades terão de se credenciar junto ao Ministério da Cultura para demonstrar que têm condições de administrar os direitos autorais. Antes, essa formalidade não era necessária. A matéria agora segue para a Câmara, onde o presidente Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pretende apreciá-la antes do recesso parlamentar, dia 17.

Artistas permaneceram durante o dia todo em Brasília para pressionar os parlamentares. Eles também se encontraram com a presidente Dilma Rousseff para pedir a criação, por meio de projeto de lei, de uma entidade que sirva como mediadora de conflitos. Esse órgão seria vinculado ao Ministério da Cultura.

Roberto Carlos e os outros artistas – como Erasmo Carlos, Caetano Veloso, Gabi Amarantos, Nando Reis e Roberta Miranda – assistiram à votação de dentro do plenário e toda hora eram requisitados pelos parlamentares para tirar fotos e dar autógrafos.

Monopólio com regulação

Nas palavras do relator Humberto Costa, o Ecad manterá o monopólio da arrecadação e distribuição dos recursos, mas, a partir de agora, isso será regulado. A maioria dos artistas que desde cedo lotou a sala onde foi realizada a reunião da Comissão de Constitução e Justiça (CCJ) aplaudiu o relatório. Eles reclamavam da falta de transparência do Ecad. Mesmo quem foi contrário não criticou o mérito do relatório, mas pediu mais tempo para discutir o assunto, como foi o caso de Jair Rodrigues e de representantes do próprio Ecad.

Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, reúnem-se com artistas para discutir o projeto (Foto: Valter Campanato/ABr)

Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, reúnem-se com artistas para discutir o projeto (Foto: Valter Campanato/ABr)

À tarde, os artistas voltaram a se reunir com os senadores, na sala do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), para pedir urgência na votação da matéria. Como o projeto ainda precisava passar pela Comissão de Educação e Cultura antes de ir ao plenário, somente com aval dos líderes essa etapa poderia deixar de ser cumprida, adiantando a tramitação. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) não queria abrir mão, mas resolveu atender aos apelos dos artistas e dos demais colegas.

O relator disse ainda que o projeto deveria ser votado imediatamente para se acelerar a necessária reforma dos gastos coletivos dos direitos autorais.

— Precisamos acabar com a cultura que admite a pirataria e que não acha justo o pagamento de direitos autorais. Precisamos cada vez mais criar as condições para que se cumpra esses pagamentos dos direitos autorais. Para que se pague o justo.

O relatório determina ainda que a taxa paga pelos autores para o Ecad, hoje de 25%, seja no máximo de 15%. A entidade terá quatro anos para se adaptar a esta determinação.

 

Fonte: O Globo

 

Virada cultural terá tradução em libras para shows de comédia e rap

A programação da Virada Cultural 2013 contará com a tradução para Língua Brasileira de Sinais (Libras) em três apresentações que acontecem no domingo (19). Dois intérpretes de Libras, disponibilizados pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), farão a tradução do sarau do rapper Crônica Mendes e de duas sessões de comédia stand up para o público com deficiência auditiva.

No Largo São Bento, o rapper Crônica Mendes apresenta, às 11h20, seu estilo politizado, já bastante difundido em saraus na periferia da cidade, onde as letras são declamadas em forma de poesia.

No palco da Praça da Sé, as sessões de comédia stand up das 14h30 e 17h30 contarão com as apresentações dos humoristas Rafael Cortez, Rafinha Bastos, Danilo Gentili, Oscar Filho, Paulinho Serra e demais convidados.

Para a intérprete Karina Zonzini, funcionária da SMPED, “a maior dificuldade é conseguir acompanhar o tempo da piada e traduzir as gírias de quem é ouvinte para a língua de sinais, sem perder o tom do humor”, comenta. Desde 2010, ela realiza traduções em Libras e há dois anos iniciou o trabalho em shows de comédia.

De acordo com dados do Censo do IBGE (2010), a cidade de São Paulo possui 2,7 milhões de pessoas com deficiência, sendo que aproximadamente 500 mil declararam possuir algum grau de deficiência auditiva.

 

Programação com Tradução em Libras:

Largo São Bento | Sarau

19/05

11h20 – Crônica Mendes

Sé | Comédia – Stand Up

19/05

14h30 – Rafael Cortez • Rafinha Bastos • Gustavo Mendes • Rogério Morgado • André Santi • Rafael Marinho • Paulinho Serra • Fabiano Cambota

17h30 – Rafael Cortez • Danilo Gentili • Oscar Filho • Robson Nunes • Marcelo Marrom • Rodrigo Capella • Fábio Lins • Fábio Rabin

 

Fonte: Virada Cultural, Prefeitura de SP

 

Biografia de Gabriel García Márquez ganha versão em quadrinhos

Biografia em HQ tem ilustrações de cinco jovens quadrinistas de Bogotá

Biografia em HQ tem ilustrações de cinco jovens quadrinistas de Bogotá

A trajetória do escritor colombiano Gabriel García Márquez, um dos mais importantes escritores do século 20, ganhou uma versão em quadrinhos. “Gabo – Memorias de Una Vida Mágica”, recém-publicada pela editora espanhola Sins Entido, ainda não tem previsão de lançamento Brasil.

Com roteiro assinado por Óscar Pantoja, a publicação tem ilustrações de Miguel Bustos, Felipe Camargo, Tatiana Córdoba e Julián Naranjo, jovens quadrinistas de Bogotá. Cada um dos artistas ficou responsável por um período da vida do autor de “Cem Anos de Solidão”, um dos romances mais famosos da literatura latinoamericana.

A narrativa sobre Gabo (apelido do escritor) vai da infância pobre na cidade de Aracataca até a glória literária com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1982; passa pela juventude como jornalista em Cartagena, a publicação dos primeiros livros, o encontro com sua futura esposa, as viagens, os filhos e o sucesso literário.

Recentemente veio a público a notícia de que o colombiano sofre de uma doença que reduz progressivamente as capacidades cerebrais, o que o impossibilita de continuar escrevendo. Em março de 2013, Gabo completou 85 anos. Seu último livro, publicado em 2004, foi “Memória de Minhas Putas Tristes”.

 

Fonte: Catraca Livre


Reprodução - Imgur

Reprodução - Imgur (1)

Reprodução - Imgur (2)

Fundamentalismo religioso é causa de graves transtornos mentais

Blogue3

imagem: teenmentalhealth.org

“Depois de 27 anos tentando viver uma vida perfeita, eu achei que tinha falhado… Eu tinha vergonha de mim durante todo o dia. Minha mente lutava contra ela mesma, sem alívio. Eu sempre acreditei em tudo que me foi ensinado, mas ainda assim pensava que não tinha a aprovação de Deus. Eu pensava que ia morrer no Armagedom. Durante anos, eu me machucava literalmente, cortava e queimava meus braços, para me punir antes que Deus o fizesse. Levei anos para me sentir curada.”

Esse relato é de um paciente de Marlene Winell, americana de San Francisco que se especializou em desenvolvimento humano e estudo da família. Ela é autora do Leaving the Fold: A Guide for Former Fundamentalists and Others Leaving their Religion — livro que, como diz seu título, é um guia sobre como se livrar das consequências de religião fundamentalista.

Winell cunhou o termo “Síndrome do Trauma Religioso”, STR (na sigla em português), para classificar os sintomas de pacientes que sofrem de transtornos mentais em decorrência da lavagem cerebral de religiões fundamentalistas.

Filha de missionários da Assembleia de Deus, Winel ajuda há mais de 20 anos homens e mulheres a se recuperarem das doenças psicológicas não só causadas por crenças religiosas, mas também aquelas que acabam sendo realçadas ou despertadas pelo fundamentalismo cristão.

Livro de Marlene Winell trata da Síndrome do Trauma Religioso (Foto: Reprodução)

Livro de Marlene Winell trata da Síndrome do Trauma Religioso (Foto: Reprodução)

Em entrevista à psicóloga Valerie Tarico, Winel disse que os sintomas do STR inclui, além da ansiedade, depressão, dificuldades cognitivas e degradação do relacionamento social. “Os ensinamentos e práticas religiosas, por vezes, causam danos graves na saúde mental.”

“No cristianismo fundamentalista, o indivíduo é considerado depravado e tem necessidade de salvação”, afirmou. “A mensagem central é ‘você é mau e merece morrer, porque o salário do pecado é a morte. […] Já tive pacientes que, quando eram crianças, se sentiam perturbados diante da imagem sanguinolenta de Jesus pagando pelos pecados deles.”

Síndrome do Trauma Religioso se manifesta em pessoas de todas as idades, mas principalmente naquelas cuja personalidade esteja em formação, as crianças.

“As pessoas doutrinadas pelo cristianismo fundamentalista desde criança podem ser aterrorizadas por memórias de imagens do inferno e do apocalipse”, disse. “Algumas sobreviventes desse período, as quais eu prefiro chamar de ‘recuperadas’, têm flashbacks, ataques de pânicos, ou pesadelos na vida adulta, mesmo quando se libertaram das pregações teológicas.”

Um paciente relatou seus tormentos dessa fase de sua vida: “Eu acreditava que ia para o inferno por acreditar que estava fazendo algo de muito errado. Estava completamente fora de controle. Às vezes, eu acordava no meio da noite e começava a gritar, agitando os braços, tentando me livrar do que sentia. O medo e a ansiedade tomaram conta da minha vida.”

Winell afirmou que a recuperação de quem nasceu em uma família de fanáticos religiosos é mais difícil em relação àquele que adotou uma crença fundamentalista na vida adulta, porque não dispõe de parâmetro de comparação.

Ela disse que se livrar de uma religião é muito difícil em muitos casos porque isso significa pôr em risco um sistema de apoio composto por parentes e amigos, principalmente em relação às pessoas que nasceram em uma família de crentes fanáticos.

Uma paciente relatou o seu caso: “Eu perdi todos os meus amigos. Eu perdi meus laços estreitos com a família. Agora estou perdendo meu país. Eu perdi muito por causa desta religião maligna, e estou indignada e triste. . . Eu tentei duramente fazer novos amigos, mas falhei miseravelmente. Eu sou muito solitária.”

Outro paciente contou: “Minha vida estava fortemente arraigada e ancorada na religião, influenciando toda a minha visão do mundo. Meus primeiros passos fora do fundamentalismo foram assustadores, e eu tive pensamentos frequentes de suicídio. Agora isso está no passado, mas eu ainda não encontrei o meu lugar no universo”.

Winell disse que resolveu dar o nome de “Síndrome de Trauma Religioso” ao conjunto de sintomas e características da lavagem cerebral religiosa porque assim fica mais fácil estudar e diagnosticar as pessoas que sofrem desses males.

Ela argumentou que a nomenclatura “STR” fornece um nome e uma descrição para as pessoas afetadas pela religião, de modo que elas se sintam parte de um grupo e possam assim compartilhar suas experiências, reduzindo sua percepção de solidão e de culpa.

Por isso, Winell discorda de que a criação de termos como “recuperação de religião” e “Síndrome de Trauma Religiosa” sejam uma tentativa de ateus de patologizar as crenças religiosas. Até porque, disse, “a religião autoritária já é patológica”.

 

 

Fonte: Pragmatismo Político


51nAtlMzT7LLeaving the Fold
A Guide for Former Fundamentalists and Others Leaving their Religion

Marlene Winell, Ph.D.

Paperback: 316 pages
Publisher: Apocryphile Press
(January 15, 2006)
Language: English

Fonte: Amazon

 

 

 

Museu da Língua Portuguesa terá visitação gratuita às terças-feiras

O Museu da Língua Portuguesa, na região central de São Paulo, terá entrada gratuita também às terças-feiras a partir de 2 de abril durante três meses. A medida é em comemoração à marca de 3 milhões de visitantes que o espaço terá recebido até o próximo mês.

A escolha do dia da semana para a promoção não foi por acaso. Desde janeiro, o museu, que já tinha entrada gratuita aos sábados, funciona até às 22 horas, também às terças.

13045424Entrada principal do Museu da Língua Portuguesa instalado no prédio da Estação da Luz, em São Paulo, (SP)

A abertura estendida tem o objetivo de ampliar as possibilidades de acesso do público, principalmente para quem trabalha ou estuda no horário tradicional de funcionamento.

Criado em 2006 e instalado na Estação da Luz, o museu busca apresentar o idioma como elemento fundamental e fundador da cultura brasileira.

O acervo combina arte, tecnologia e interatividade em cerca de 4,3 mil m² de área expositiva na qual o público entra em contato com as origens e variações do idioma, seus usos e evoluções, bem como a influência agregada de outras línguas.

 

Fonte: Folha de S. Paulo