Trabalho

Como usar videocasts e o YouTube na advocacia

Por Rodrigo Bertozzi e Lara Selem

Woman Framing with Hands

 

A imagem sempre gera um impacto mais forte na apresentação de conceitos e ideias na mente das pessoas. E a humanidade sempre se encantou com imagens. Vejamos um belo exemplo que sempre ligou com a imagem. O grande Walt Disney que buscou inspiração no exatamente nos contos de fadas populares para gerar os clássicos da Disney. Ele não apenas atualizou estas histórias como as tornou relevantes. Genial! E porque na advocacia seria diferente?

Ao adicionarmos as imagens a complementar a escrita, estamos atingindo um núcleo ainda maior de possibilidades. Trata- se de uma ferramenta extraordinária para a advocacia por estar trabalhando a escrita e a oratória. E mais. Importante é fácil de fazer, não custa dinheiro e pode ser gravado de computador ou mesmo de smartphones.

Um dos mais cultuados autores de marketing de permissão, Seth Godin, acredita que ao termos uma temática especial a mesma pode ser transformada em uma ideia vírus que rapidamente pode se espalhar por meio das redes sociais. Ser pioneiro é uma vantagem competitiva enorme. E o ponto chave é ser um observador do mercado jurídico com o olhar no futuro. Somos nós que devemos ser os provedores de conteúdo e não espectadores. Lembre-se que a concorrência nos persegue.

Na advocacia podemos utlizar a plataforma do YouTube para armazenar os vídeos de conteúdo que são produzidos pelos advogados da banca, mas sempre em mente que a estrela é realmente a informação relevante. É como se fosse uma entrevista para um canal de TV. Tome o cuidado de colocar no vídeo o número da inscrição na OAB.

As ideias devem ser objetivas, seguindo um roteiro elaborado por tópicos para que a linha de pensamento não seja perdida. E não deve durar mais que cinco minutos. O ideal é três minutos.

Sempre sobre temas técnicos e jamais fazendo qualquer referência sobre o escritório. Você pode criar um canal fechado e usar os links dentro da página da banca, no Facebook, Twitter e Linkedin. Estimular que video possa dar voz a um conteúdo de consumo imediato. Um bom exemplo foi a aprovação do código florestal que vinha se arrastando a décadas. O advogado especializado no assunto produziria o vídeo comentando o impacto na sociedade e nas empresas ligadas ao setor. E somaria a essa estratégia artigos, um guia digital de perguntas e respostas, uma análise de cenários a ser apresentada em palestras (presenciais e online), ou seja, realmente dar uma vida longa a um tema do momento.

Repare que sempre o marketing jurídico digital sai da mesma argamassa. O conteúdo em papel e uma ideia brilhante. Uma mescla de inegável poder de perssuação quando executada.

Propagar significa conversar, estratégia completamente inserida na nova comunicação digital. A propagação de informações, uma comunicação viral, consiste em tornar o próprio cliente um veículo. Isso traz uma série de vantagens para o escritório, sendo que a principal delas é o baixo custo e a alta repercussão.

O vídeo hoje parece ser a forma mais fácil de espalhar uma ideia e provocar uma conversa com o mercado geral e os clientes-alvo. Esse tipo de comunicação vem com um “quê” de credibilidade embutido e, como vimos, credibilidade é tudo hoje em dia. O vídeo reforça a reputação e deverá estar posicionada na primeira página do site.

Utilize o aplicativo YouTube Videobox que permite você compartilhar o vídeo opinativo com o Facebook. Traz ainda um recurso para enviar o vídeo diretamente para as pessoas selecionadas da lista do Facebook. É uma forma a mais de compartilhar o conhecimento.

Podemos definir rapidamente o que é o videocast aplicado na advocacia. É um vídeo postado no site ou em outras plataformas com a sua opinião de especialista sobre um determindo tema do Direito. O podcast segue a mesma linha, porém é somente audio. Um grande exemplo pode vem do dr. Ives Gandra, que utiliza essas mídias para dar extensão e relevância ainda maior de suas opiniões jurídicas.

O desenvolvimento e montagem de um videocast deve possuir uma chamada estratégica e a mensagem deve refletir o momento exato que um determinado assunto jurídico torna-se relevante para ser comentado. Para ser mais eficiente na mensagem do videocast podemos obedecer alguns princípios:

Ser original: a melhor forma de saber o que é original e aprender com outros pensadores. Entre no site “TED” onde estão os pensadores modernos proferindo palestras desde culinária até fisica quântica. De filosofia a ecoempreendedorismo. Realmente imperdível pois podemos desenvolver a técnicas que eles aplicam para passar conteúdo. E a maior característica do TED é a originalidade. Creia que seus clientes gostam de advogados originais.

Ser objetivo: quando se ouve um advogado esperamos que normalmente ele seja extremamente complexo. Quando todos desejam o contrário. Seja objetivo, com a mensagem clara e sem o juridiquês — que, sinceramente, ninguém aguenta mais. Ao ter um discurso acessível, com bons exemplos as pessoas se surpreendem. A maior inteligência sempre foi a de ser compreendido. Mesmo questões de alta complexidade podem ser trabalhadas com figuras de linguagem simples. A beleza está nisso.

Ser breve: todos os estudos apontam que os vídeos de sucesso possuem até seis minutos de duração. Isso ocorre porque quando estamos no ambiente digital que a internet proporciona queremos que tudo seja rápido. Se o tema for longo divida-o em parte I e II.

Ser aplicável: a questão é que durante a exposição procure das dicas ou criar exemplos para que as pessoas que assistem fiquem com vontade de saber mais. E para saber mais terão que entrar em contato gerando a permissão para o envolvimento nas estratégias de captação de clientes.

Tenha em mente uma regularidade de gravação. É mais veloz do que escrever qualquer artigo. Nós mesmos gravamos a maioria de nossos vídeos no próprio computador, de primeira vez e baixamos no canal da SB criado no YouTube. Não existe mistério e, sim, metodologia de dar diferentes tratamentos às informações relevantes que surgem no dia a dia. O espaço ideal é de 15 em 15 dias para a gravação para gerar um excelente grau de exposição de conteúdo para criar conexões.

Como difundir o videocast
1. Coloque ele na página principal do escritório para dar destaque (veja esse exemplo);
2. Adicione o vídeo no boletim informativo digital com o link dele;
3. Publique o link em suas redes sociais que acordamos nessa obra – Linkedin, Twitter e Facebook;
4. Publique no blog temático se houver sinergia entre os assuntos;
5. Mande para seus clientes ativos, inativos e em prospecção e também para a equipe;
6. Identifique veículos midiáticos que possam usar o vídeo como opinativo.

Quando estiver escrevendo um artigo ou mesmo um parecer e a matéria merecer um maior destaque, faça um mini roteiro por tópicos e grave imediatamente o videocast em seu computador. O que era para ser um único canal torna-se um potencial canal de comunicação com o ciclo de clientes. Pense em quanto ganha de tempo e exposição quando, por exemplo, é uma petição onde raras pessoas iriam ler. E muitas vezes existem grandes ideias que acabem por não verem a luz do dia. Com essa técnica tudo isso muda. Não desperdice material intelectual.

Conclusão
Na visão do especialista Ray Johnson, pessoas comuns conseguem espalhar boas e más informações sobre marcas mais rapidamente que qualquer campanha de marketing. E com o advento da internet e das redes sociais essa verdade se transforma em um monstro a ser domado com estratégia, empenho e compromisso de longo prazo.

 

Fonte: Revista Consultor Jurídico

Gente, o capital maltratado

Por Clóvis Rossi

human-capital-management-1(Imagem: Google)

O Brasil não trata bem seu capital humano. É o que aparece nitidamente no “Relatório de Capital Humano”, que acaba de ser divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, a entidade que promove, todo janeiro, os encontros de Davos.

O Brasil fica no 57º lugar entre 122 países. Já é um resultado ruim, se se considerar que o país está entre as oito maiores economias do mundo. Quer dizer que tem tamanho, mas não tem qualidade.

Piora as coisas saber que países de bem menor desenvolvimento relativo ficam à frente do Brasil, casos de Costa Rica (35º), Chile (36º), Panamá (42º) e Uruguai (48º), sem falar em Barbados, país caribenho que, na 26ª posição, é o mais bem situado na América Latina/Caribe.

Para fechar o círculo negativo, o que afunda a posição brasileira é educação, um dos quatro pilares que constituem o levantamento. Nesse quesito, que recolhe indicadores quantitativos e qualitativos de todos os três níveis de ensino, o Brasil fica em obsceno 88º lugar.

É claro que sempre cabe um pouco de desconfiança desse tipo de ranking. Mas, no caso do “Capital Humano”, parece um sólido compêndio de 51 indicadores, com aparente pouca margem para subjetividade (a íntegra pode ser consultada em www.weforum.org).

Ainda mais que os três primeiros colocados (Suíça, Finlândia e Cingapura) são de fato países em que o capital humano é empoderado, se o leitor me permite usar um termo de que não gosto, mas que entrou na moda.

O objetivo do relatório, diz o Fórum em sua apresentação, é “fornecer uma panorâmica holística e de longo prazo sobre como os países alavancam seu capital humano e estabelecem forças de trabalho que estejam preparadas para as demandas de economias competitivas”.

O Fórum leva em conta que “o capital humano de uma nação -as habilidades e capacidades das pessoas postas para uso produtivo- pode ser um determinante mais importante para seu sucesso econômico a longo prazo do que virtualmente qualquer outro recurso”.

Se essa definição está correta, o Brasil está mal preparado, em todos os quatro pilares, que são “saúde e bem-estar” (49º lugar), “força de trabalho e emprego” (45º) e no ambiente para a força de trabalho, ou seja, a moldura legal, a infraestrutura e outros fatores que permitam retorno em capital humano, item em que ocupa o 52º lugar.

Vale observar que, na capa em que a revista “The Economist” faz implodir o foguete Brasil que ela própria lançara aos céus há um par de anos, fatores relativos a capital humano (educação em primeiro lugar) também eram apontados como responsáveis pelo suposto (ou real?) fracasso do Brasil.

Não adianta, portanto, ironizar a “Economist”, como fez a presidente Dilma Rousseff, por mais que os problemas conjunturais que ela aponta sejam de fato exagerados, pelo menos do meu ponto de vista.

O fato é que o Brasil tem problemas estruturais que o amarram ao solo faz gerações.

Não é culpa de Dilma ou só de Dilma, mas está na hora de encará-los em vez de chutar o espelho que os mostra.

 

Fonte: Folha de S. Paulo │ Coluna Clóvis Rossi

Na Austrália, apostilas serão entregues por drones

sydney-flight(Imagem: Divulgação)

Uma startup baseada em Sidney, a Flirtey, criou uma parceria com a plataforma de venda de material didático Zookal para entregar as suas apostilas. A novidade? As entregas não serão feitas através de serviços postais, de moto ou de bike, mas sim com drones. O serviço deve entrar em funcionamento em 2014.

Os livros chegam no quintal do cliente, levados por um drone que irá pairar sobre o endereço e baixar a encomenda através de uma corda retrátil. Além do charme tecnológico de ter seus livros entregues pela máquina, a Flirtey estima que o tempo de espera pelo pedido será reduzido de dois a três dias para dois a três minutos. Os custos da operação de entrega da Zookal também serão menores: cerca de um décimo do que a empresa gasta hoje. E, claro, os drones são menos agressivos ao meio ambiente se comparados com uma frota de motocicletas.

Para permitir que os drones naveguem pelas cidades australianas, foram incluídos nos aparelhos tecnologias como o Lidar, que permite que eles evitem colisões e que pousem tranquilamente caso recebam notificações de que o sistema está com defeito.

Apesar da Austrália ter uma política liberal que encoraja o uso comercial dos veículos aéreos não tripulados, um dos desafios da Flirtey será mudar a impressão que os cidadãos tem de drones, que são associados a espionagem. Por isso, a startup está trabalhando em parceria com o Centro Warren de Engenharia Avançada, que criarão regras para coordenar a forma com que os cidadãos e as empresas interagem com a tecnologia. Além disso, os veículos não possuem câmeras.

De acordo com a Flirtey, as apostilas foram escolhidas como forma de testar a entrega por drone pela variaçaõ de peso dos livros e pelo grande número de destinos que poderão alcançar (as universidades em toda a Austrália). Com isso, eles esperam provar que os aparelhos podem ser usados para fazer todo tipo de entrega de e-commerce, principalmente aquelas urgentes, como materiais médicos e alimentos.

Confira o vídeo de demonstração:

 

Fonte: Revista Galileu

Flipside começou dia 4 de outubro com homenagem a Tom e Vinicius

2013-651322699-2013100223951_20131002.jpgGLOBO(Foto: Terceiro / Divulgação/John Christie)

Snape Maltings, cidadezinha da Inglaterra, tinha pouco a ver com Paraty, no Rio de Janeiro. Aquela era bem mais fria, enquanto esta tem ares tropicais. A única semelhança era o fato de ambas ficarem perto do mar e da foz de um rio. Agora, elas ficam mais parecidas. Snape Maltings recebe, de sexta-feira (04) até domingo, a versão inglesa da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip): a FlipSide, que vai homenagear Vinicius de Moraes e Tom Jobim.

— Começamos a FlipSide pensando nos mesmos princípios que nortearam a criação da Flip, em 2003: divulgar a literatura e a cultura brasileiras fora do Brasil — diz Liz Calder, idealizadora das duas festas literárias. — A Flipside é uma continuação dessa ideia, que já mostra resultados. É um processo lento, porque as traduções demoram, mas, gradualmente, os autores brasileiros estão ficando mais conhecidos.

Como sua irmã brasileira, a festa inglesa começa com um show. José Miguel Wisnik, Paula Morelenbaum e Arthur Nestrovski homenageiam Tom e Vinicius no show “Os garotos de Ipanema”. Como prova de que não quer divulgar apenas a literatura brasileira, haverá ainda demonstrações de forró, workshops de capoeira — todos promovidos pelo grupo inglês Urban Ritual — e literatura de cordel. Uma mostra do artista britânico Ron King, com esculturas de cangaceiros, ocorre paralelamente.

Traduções à venda

Para promover o encontro de autores daqui e de lá, a festa já começa com dois grandes nomes: o brasileiro Milton Hatoum e o britânico Ian McEwan discutem as diferenças entre as tradições literárias de seus países. Depois da dupla, uma mesa reúne as escritoras brasileiras Ana Maria Machado e Patrícia Melo com o autor britânico Misha Glenny, que trabalha em um livro sobre o Brasil. Em seguida, o encontro é de Bernardo Carvalho e Will Self. O dia será encerrado com um show de Adriana Calcanhotto.

— Nem todos os convidados brasileiros foram traduzidos no Reino Unido, mas esse foi um dos critérios. Vamos ter uma ótima livraria vendendo traduções de autores do Brasil para quem quiser comprá-los depois dos debates — afirma Liz.

Pensando nisso, a editora Full Circle, que tem Liz como uma das sócias, vai lançar no evento a coletânea “Other carnivals — News stories from Brazil”, que, organizada por Ángel Gurria-Quintana, reúne contos de autores como Milton Hatoum, Bernardo Carvalho, Cristovão Tezza e Andréa Del Fuego.

A FlipSide vai vender caipirinhas e pratos de feijoada para quem quiser experimentar. Também haverá uma mesa com o ensaísta José Miguel Wisnik, colunista do GLOBO, e o jornalista Alex Bellos sobre futebol. Não para reforçar clichês, mas para deixar a cidadezinha mais parecida com o Brasil.

 

Fonte: Extra

As 6 lições que a derrocada de US$ 30 bi de Eike deixa para o mercado

bolso-vazio(Imagem: Marcelo Justo @ Folhapress)

SÃO PAULO – A OGX Petróleo (OGXP3) está a um passo de entrar na recuperação judicial após não pagar US$ 44,5 milhões na última segunda-feira. E não é só a petrolífera que perde com isso, uma vez que os maiores credores nos Estados Unidos, como a Pimco e a BlackRock, podem perder milhões com a companhia, assim como milhares de acionistas, tanto grandes quanto pequenos, que apostaram nas empresas do Grupo EBX, de Eike Batista.

Com isso, a Bloomberg listou seis lições para os investidores de alguns “sinais bastante preciosos” para evitar que os investidores tenham novamente este tipo de problema.

1. Evite companhias que “ninguém entende o que acontece”.
Conforme destaca a Bloomberg, o grupo EBX, de Eike Batista, é um labirinto de treze empresas iniciantes interligadas, sendo que apenas seis delas estão listadas na bolsa. A OGX foi o principal cliente da OSX Brasil (OSXB3) que, por sua vez, arrendou o espaço para a LLX Logística (LLXL3), outra empresa irmã. E a notícia aponta que nem mesmo os funcionários da companhia conseguiram descobrir o seu enigma.

2. Cuidado com a “falta de transparência”.
A holding EBX e outras seis unidades nunca revelaram as suas finanças. As caixas pretas da empresa eram impenetráveis, tornando difícil entender como a situação financeira da empresa afetou as unidades relacionadas.

3. Cuidado com a “porta giratória”, ou “dança das cadeiras” dos executivos.
A Bloomberg ressaltou ainda a “dança das cadeiras” dos executivos, destacando que a OGX substituiu o seu diretor financeiro, executivo e chefe de exploração de petróleo por duas vezes só em 2012.

No mês passado, a OGX demitiu o seu diretor financeiro e de relações com investidores, Roberto Bernardes Monteiro, e contratou um quinto conselheiro, de forma a reestruturar a dívida. Como destaca a Bloomberg, os prazos mais curtos tornam mais difícil para os executivos entregar resultados sólidos, um dos sintomas de que há problemas maiores no topo.

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4. Atenção à diferença entre as metas e a realidade.
A Bloomberg ressalta que Eike nunca entregou as suas promessas que, por sinal, eram bem grandiosas. O Superporto de Açu sofreu anos de atraso antes de Batista anunciar a venda para a EIG em meados de agosto. Já Tubarão Azul, que visava bombear 20 mil de barris de petróleo por dia, produziu menos da metade desse valor no ano passado antes da OGX finalmente declarar em julho que os poços não estavam viáveis.

Enquanto isso, em meio, a companhia arrematou nove blocos no leilão da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), mas anunciou no final de agosto que, tendo em vista o novo plano de negócios da companhia, desistiu da aquisição dos blocos. “Alguns CEOs (Chief Executive Officer) podem gostar de sonhar, mas este é um luxo que os investidores prudentes não podem pagar”, diz.

5. CEOs devem ser bons gerentes e não apenas bons vendedores.
A Bloomberg ressalta que Eike é um grande vendedor de sonhos e que se aproveitou do uso da imagem e credibilidade da presidente Dilma Rousseff como moeda. Porém, as suas habilidades de gerência ficaram aquém.

O empresário se destacou como um líder que se esforçou a delegar as decisões de sua equipe em constante mudança.

6. Ego dos CEOs pode causar problemas.
“Eike tem ego do tamanho de uma plataforma de petróleo offshore”, afirma a Bloomberg. Há pouco tempo atrás, ele prometeu ultrapassar Carlos Slim como o homem mais rico do mundo e sugeriu que o Brasil deveria erguer uma estátua em sua homenagem. E a mistura entre interesses pessoais e das empresas passou a acontecer. Como exemplo, a matéria cita que, quando o filho de Eike, Thor Batista, atropelou e matou um ciclista em março de 2012, o empresário culpou o ciclista no Twitter e um porta-voz da EBX foi defender seu filho em público.

E a destruição do valor se tornou mais evidente ainda quando Eike passou a realizar diversos desinvestimentos. Por exemplo, as ações da LLX chegaram a subir mais de 50% depois que ele anunciou a venda da empresa. Eike pode querer mais tempo para vender seus ativos mas, ao mesmo tempo, ele será pressionado para que isso ocorra o mais rápido possível. “Após esta série de desastres, investidores sensíveis provavelmente devem se afastar de um homem que promete demais e que entrega pouco”, conclui a Bloomberg.

 

Fonte: InfoMoney

Babá de cachorro

Por TIAGO CORDEIRO

0,,69828901,00Sergio Hernandes, fundador da PetHub

Seguindo o estilo do couchsurfing.org (em que você encontra sofás para dormir em casas ao redor do mundo) e do AirBnb (site em que pessoas colocam quartos ou sua casa inteira para aluguel de temporada), o PetHub é uma plataforma online em que se encontra gente disposta a hospedar animais de estimação cobrando geralmente menos do que os hotéis para bichos — em São Paulo, eles não cobram menos do que R$ 50 na diária. No PetHub, é possível achar hospedagem por R$ 25. Mas, dependendo da mordomia, elas chegam a R$ 120. “Alguns cuidadores oferecem banhos e massagens, e isso aumenta o valor”, diz Sergio Hernandes, que deixou o cargo de gerente de projetos da Embratel para criar a PetHub.

Seguindo a onda de startups voltadas para animais de estimação surgidas nos últimos meses — a maioria serviços de assinaturas de produtos, como a Pack4pet, ou de localização de animais perdidos, como a FindMyPet ou a CãoFácil —, o PetHub foi criado, em dezembro do ano passado, a partir de uma experiência pessoal de Hernandes. “Tinha uma viagem marcada com minha esposa e os pais dela, mas meu sogro acabou ficando na minha casa para cuidar do nosso cachorro.”

O site funciona assim: os interessados em hospedar se cadastram e especificam que tipo de animais — como cães, gatos, peixes, aves e animais exóticos, como iguanas — têm condições de cuidar. Quem procura hospedagem entra lá e confere as ofertas. A renda da plataforma vem da taxa de 15% cobrada sobre cada diária — o pagamento é feito sempre um dia depois da devolução do animal.

Até o final de maio o PetHub já tinha 2 mil usuários cadastrados — entre os que oferecem e procuram hospedagem — nas cidades de São Paulo e ABC paulista. Em junho, o serviço foi ampliado para Baixada Santista e Rio de Janeiro, e, nos próximos meses, deverá chegar a Salvador, Belo Horizonte e Brasília. A intenção é explorar ao máximo o mercado de animais de estimação, que vai muito bem. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), faturou R$ 14,2 bilhões em 2012, 16% a mais do que no ano anterior. “Por enquanto estamos reinvestindo tudo o que ganhamos”, afirma Hernandes. Mas pode ser questão de tempo. Afinal, esse mercado é bom pra cachorro.

 

 Fonte: Revista Galileu