Humor

Oscars selfie starring Legos is a brickin’ masterpiece

LEGO-oscar-selfie1IMAGE: FLICKR, OCHRE JELLY

The Oscars selfie parodies are popping up faster than Liza Minelli trying to get in a group shot.

The star-studded, record-busting photo already inspired Simpsons creator Matt Groening to draw a version, but this parody might have Homer beat.

Behold, the Lego Oscars selfie.

Lego artist Iain Heath of The Living Brick spent 12 hours constructing his parody masterpiece. Heath told Mashable that he jumped at the chance to recreate the viral image, starting work on it the morning after the awards show.

Heath says that he specializes in creating Lego parodies of memes and images popular on the Internet. “As soon as an image that interests me begins to go viral, I rush to my Lego collection, do a fast build, get it online as quickly as possible and ride the wave.”

Previously, Heath’s pieces have included parodies of Grumpy Cat and Miley Cyrus. You can see more of his work on Flickr.

 

Source: Mashable

Sesame Street’s ‘Flappy Bird’ spinoff is the only one that matters

bert1(Image: Sesame Workshop)

We apologize in advance for reducing your productivity to approximately 0%.

Sesame Workshop gifted the Internet with a genius Flappy Bird spinoff: Flappy Bert.

The game features a high-flying Bert floating down Sesame Street. When you score a point, Bert emits a giggle; when he falls to the ground, he shouts out for his best friend, Ernie. The adorable spinoff is just one of a growing list of games that seek to imitate the original Flappy Bird, the popular mobile game that was pulled from the App Store and Google Play store on Sunday.

Given the choice between Flappy Bert and Flappy Bird, we’d rather fly over Sesame Street any day.

 

Source: Mashable

Dicionário de Paulistanês é criado para melhorar receptividade dos turistas

Captura de Tela (9)(Imagem: Divulgação)

Faltando pouco mais de quatro meses para o início da Copa do Mundo de Futebol no Brasil e com o objetivo de melhorar ainda mais a receptividade dos turistas que vêm para a capital paulista, a São Paulo Turismo (SPTuris) Acaba de lançar o Dicionário de Paulistanês.

Disponível na versão on-line acessível pelo site cidadedesaopaulo.com/paulistanes, trata-se de um compilado bem-humorado e descontraído de palavras, gírias e expressões faladas na cidade de São Paulo, que servirá como guia para turistas, visitantes e até mesmo para moradores.

Ao todo, o Dicionário de Paulistanês possui mais de 150 palavras acompanhadas de foto, além de tradução em inglês e áudio, típicas da fala do paulistano. Em cada verbete também há exemplos de uso em situações do cotidiano informal.A maioria dos vocabulários do paulistano é proveniente da diversidade cultural e de costumes encontrados na cidade, conhecida pela característica cosmopolita. Há influência dos quatro cantos do Brasil e do mundo, como o “bafão” originário do francês “basfond”, o “best” do inglês “best-friend” ou o “C” do português “vossa mercê”.

Balaio linguístico

Assim como em outras cidades brasileiras a “carne seca” é chamada de “charque” ou “jabá”, em São Paulo é possível aprender o significado de palavras como “sinal”, que vira “farol” para indicar a sinalização de trânsito, o “meio-fio” ou também “guia” da calçada, e o “totó”, clássico jogo de futebol de mesa apelidado de “Pebolim” em paulistanês, entre muitas outras.

Na seção de “Gastronomia”, os curiosos poderão descobrir como é chamado, em São Paulo, uma bergamota, um pão com manteiga ou assado no forno. O público vai saborear o significado de “geladinho” (o chupe-chupe) e compreender o que é comer um “virado à paulista”, uma “mistura” ou tomar um “pingado”.

Além de um glossário completo da linguagem “paulistânica” e de um rico cardápio gastronômico, há também algumas regras ortográficas e fonéticas em “Mania de Paulistano”. Um exemplo é o fenômeno da supressão do “r” em verbos no infinitivo, como “eliminá” em vez de “eliminar”, ou ainda expressões tradicionais com discordância verbal, como visto na célebre frase “Um chopps e dois pastel”.

Os diferentes sotaques de São Paulo, como o italiano do bairro do Bixiga, o sírio-libanês da região da Rua 25 de Março, o coreano do Bom Retiro ou o boliviano do Pari, entre outros, não poderiam estar de fora e podem ser encontrados em “Dialetos da Cidade”.

Por fim, conversas corriqueiras do dia a dia, que a princípio parecem complicadas de serem compreendidas por quem é de fora, são facilmente explicadas em “Traduções”. Ficou curioso? Então, não fique “boiando” e corra para Dicionário de Paulistanês. E aproveite porque está “na faixa”.

Os interessados também podem contribuir e enviar sugestões de novas palavras, gírias e expressões para que o conteúdo do glossário seja colaborativo e o mais completo possível.

O Dicionário de Paulistanês está disponível aqui.

 

Fonte: DCI

“Histagrams” – E se personalidades históricas tivessem Instagram?

Imagine se antigos fatos e personalidades históricas tivessem Instagram?

Os designers Gusto NYC e Gavin Alaoen criaram o HISTAGRAM, no blog você encontra grandes nomes da história e imagens como se eles pudessem postar seus momentos na rede social – Instagram.
Essas montagens apresentam figuras como Neil Armstrong tirando uma onda na lua, Bill Clinton conhecendo sua polêmica estagiária Mônica Lewinsnky, as fórmulas de Albert Einsten, Leonardo DaVinci, Salvador Dali, Michelangelo, Beethoven , Gandhi, Martin Luther King e até Jesus Cristo.

O recurso é um método interessante de levar um pouco de história a população, já que a internet e o contínuo avanço tecnológico possibilitam coisas que jamais poderíamos fazer.

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Fonte: Mistura Urbana

Ingressos acabam em 43 segundos e Monty Python anuncia shows extras

Monty Python 1(Foto: Luke MacGregor/Reuters)

O grupo britânico Monty Python anunciou mais quatro apresentações em seu retorno aos palcos após mais de 30 anos, depois que os ingressos do até então único show se esgotaram em menos de um minuto.

As entradas para a apresentação de 1º de julho de 2014 na arena O2 de Londres, com capacidade para 20 mil pessoas, acabaram em apenas 43,5 segundos, de acordo com o site do espetáculo.

Os ingressos começaram a ser vendidos às 8h de Brasília na internet. Em menos de um minuto era impossível comprar as entradas. Quando os ingressos já começavam a ser revendidos a preços astronômicos nas redes sociais, outras quatro datas de apresentação surgiram nos servidores de venda: 2, 3, 4 e 5 de julho.

Os cinco membros do grupo, o mais admirado e popular da Grã-Bretanha, com fãs em todo o mundo, anunciaram na semana passada o retorno aos palcos em 1º de julho de 2014, após 30 anos de separação.

John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin, todos acima de 70 anos, interpretarão versões modernas de seus melhores números. Graham Chapman, o sexto Python, morreu em 1989, vítima de câncer.

O título do espetáculo – Monty Python Live (mostly), ou “Monty Python ao vivo (quase)”, em tradução livre – faz referência à ausência de Chapman. Os preços dos ingressos vão de 27,50 (R$ 101,60) a 95 libras (R$ 351).

 

Fonte: G1

Antídoto contra adulto — Por Emilio Fraia

Por Emilio Fraia

sergio(Imagem: Sergio Aragonés @ Revista Mad)

Na época em que registrava minhas eletrizantes atividades diárias numa agendinha com adesivos de surfwear (a saber: “acordei, tomei café, vi televisão, joguei videogame, jantei e dormi”), eu tinha duas leituras prediletas: a revista Mad e a Seleções do Reader’s Digest.

Ao contrário da Globo Ciência cuja assinatura pedi para o meu pai e a revista bateu à nossa porta apenas duas ou três vezes, a Seleções nós recebemos pelo resto de nossas vidas, mesmo depois de a assinatura expirar, e de ter sido cancelada, e de ninguém saber ao certo se chegou a ter assinado a revista algum dia. Mas ok. O fato é que durante anos fizemos parte do seletíssimo grupo que travava contato mensal com histórias como a do avô que lutou com um crocodilo para salvar a vida de seu cachorro ou a da mulher para quem o incêndio da própria casa acabou sendo inspirador.

Na Mad, o que eu mais gostava era de uma seção chamada A Mad Look At…. Eram quatro ou cinco páginas sem diálogos com tirinhas relacionadas a um determinado tema. A seção contemplava um amplo espectro de assuntos, que iam de “Mad vê o namoro” a “Mad vê os contos-de-fada”, passando por “instrumentos musicais”, “enfermeiras”, “dinossauros”, “camping”, “serviço militar”, “zumbis”, “aquecimento global”, “cabelo” etc.

Seu autor, o espanhol radicado nos Estados Unidos Sergio Aragonés, é até hoje um dos principais colaboradores da revista. A Mad foi fundada em 1952, Aragonés estreou em 1963 e até a edição de número 500, publicada em 2009, havia contribuído em 424 números. Seu traço arredondado, seus personagens desajeitados, seu sarcasmo simpático: para mim, o desenhista era o centro, terno e afetivo, da revista. (Em tempo: Aragonés é autor também de outra série emblemática, a das pequenas charges feitas nos cantinhos das páginas da Mad, as “Marginais”. São vinte e cinco desenhos por edição, e nos últimos cinquenta anos apenas um número da revista ficou sem as miniaturas — porque foram extraviadas pelo correio).

Lembro de uma das tirinhas de Aragonés em que um caminhão passava em frente à porta da Mad e despejava um latão cheio de lixo. No quadro seguinte, os editores, redatores e desenhistas iam até a calçada e, felizes da vida, recolhiam todo o lixo para dentro da redação. Lixo, afinal, era o que se dizia ser a matéria-prima da revista — o que inclui o papel-jornal ISO 9000 do Horror em que a Mad era impressa. No prefácio que escreveu para um dos mais destemidos romances do século XX, Ferdydurke, de Witold Gombrowicz, Susan Sontag diz algo que me faz pensar nessa charge — e na Mad, na Reader’s Digest e em todas as leituras ruins (mas boas), em todas as capas de livros feias (mas bonitas), em tudo aquilo que não faz sentido (mas faz): “A adolescência porca pode parecer um antídoto drástico para a maturidade presunçosa, e é exatamente isso o que Gombrowicz tem em mente”.

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Esse é o grande tema de Gombrowicz. Como declarou no fim da vida: “Imaturidade — que palavra contemporizadora e desagradável! — tornou-se o meu grito de guerra”. Ferdydurke é a história de um homem de trinta anos que é raptado e se vê subitamente de volta ao colégio. Em meio a duelos de caretas e professores que mais parecem fatias de uma pizza amanhecida, ele proclama a imaturidade como a única maturidade possível.

É conhecida a história de que em 1939 Gombrowicz saiu da sua Polônia natal para fazer a viagem inaugural de um navio rumo a Buenos Aires. Depois de uma semana na cidade, a Alemanha declarou guerra a seu país, obrigando o escritor a permanecer na Argentina. Sua estadia, que seria de alguns dias, durou vinte e quatro anos. (O caráter acidental deste exílio, no entanto, acaba de ganhar nova versão, com o recém-lançado Kronos, um complemento de seu Diário que só agora veio a público — neste novo relato, Gombrowicz revela que sua permanência na Argentina não fora casual: a viagem havia sido estimulada por sua família, que queria afastar do território polonês o jovem autor, ante a ameaça de iminentes ações bélicas.) Seja como for, Gombrowicz se viu, assim, longe da Europa e lançado no “imaturo” Novo Mundo.

“A principal característica da Argentina é a de uma beleza jovem e baixa, próxima do chão”, escreveu em seu Diário argentino (inédito no Brasil). “Aqui, somente o vulgo é distinto. Apenas a juventude é infalível. É um país ao contrário, onde o vendedor ambulante de uma revista literária tem mais estilo do que todos os colaboradores da mesma revista.” Longe de casa, Gombrowicz vai precisar aprender os códigos locais, se adaptar, e não conhece ninguém, não sabe falar a língua, está sozinho e numa posição inferior. “Sempre tive inclinações a buscar na juventude, na própria ou na alheia, um refúgio frente aos ‘valores’, ou melhor, frente à cultura. A juventude é um valor em si, é destruidora de todos os outros valores, porque ela se basta, não necessita de nada mais. Diante do aniquilamento de tudo o que até agora possuía: pátria, casa, situação social e artística, eu me refugiei na juventude.”

Ferdydurke foi publicado no fim de 1937, dois anos antes da viagem de Gombrowicz. A Mad tornou-se famosa durante os anos 60 e 70, no auge da contracultura. Em seu prefácio, para a edição da Yale University Press (de 2001), Sontag diz que, apesar de ser um romance extravagante, brilhante, audaz e perturbador, a defesa que o autor faz da imaturidade, da juventude e de tudo o que é inferior: envelheceu. Os alvos contra os quais Gombrowicz se insurge já não existem mais. “Os ideais, de estilo europeu, de maturidade, de cultura, de sabedoria cederam claramente seu lugar às celebrações, de estilo americano, do Jovem Para Sempre”, escreve a crítica.

Para o olhar (maduro) de Sontag, o descrédito da literatura e de outras expressões da “alta” cultura como elitistas e antivida é um produto da nova cultura presidida pelos valores do entretenimento. “Hoje, quem proclama que ama o ‘inferior’, alegará que isso não é nada inferior; é na verdade superior”, anota a norte-americana. “Dificilmente haverá, entre as acalentadas opiniões contra as quais Gombrowicz se batia, alguma que ainda seja acalentada.”

Sontag tem um ponto. Ao mesmo tempo, me parece uma alegria que em algum lugar exista Witold Gombrowicz e que possamos voltar a ele de vez em quando. Quando os tempos ficam estranhos e tudo parece igual e ditado por certo “bom-gosto” orgulhoso de si — um “bom” livro, “bom” vinho, “boa” música, “boa” arquitetura, “boa” maneira de se vestir —, faz sentido ler Gombrowicz e a sua defesa furiosa e amalucada do imperfeito.

Como um Lewis Carroll às avessas (se pensarmos na moral vitoriana e nos jogos verbais engraçadinhos e assexuados de Carroll), Gombrowicz funda um país das maravilhas turbinado por sexo, acaso, ironia e desejo, e coloca em questão as formas cristalizadas e convencionais da língua literária. Nesse sentido, tanto ou mais que Ferdydurke, Cosmos é a sua obra-prima. O que Gombrowicz parece nos dizer é: só assim, em lugares escuros, toscos, arriscados e inesperados, é possível captar os tons de um novo estilo.

Antes do ponto final: a leitura mais interessante e surpreendente de Gombrowicz quem fez foi Ricardo Piglia. Em “O romance polonês”, ensaio de Formas breves, o escritor argentino aproxima Gombrowicz de Borges, o que à primeira vista parece impossível — Borges, o europeu; o escritor sério e maduro por excelência. Não vou entrar em detalhes aqui, a coluna ficaria muito longa, mas vale a pena dar uma olhada: o texto de Piglia faz todo sentido e coloca em perspectiva a leitura histórica feita por Sontag, dando novo ânimo e brilho ao sempre jovem Gombrowicz.

 


emilio_fraiaEmilio Fraia é editor, jornalista e escritor. É autor da graphic novel Campo em branco (Quadrinhos na Cia., 2013, em parceria com DW Ribatski) e do romance O verão do Chibo (Objetiva/Alfaguara, 2008, com Vanessa Barbara). Foi repórter das revistas Trip e piauí e editor de ficção da editora Cosac Naify.

 


 

Fonte: Blog da Companhia