Filosofia

Pierre Lévy: ‘Não sou contra o ativismo de sofá’

Por Bruno Lupion, do Política Estadão

SÃO PAULO – Idealizador do termo “inteligência coletiva” e autor de livros sobre cibercultura desde a década de 90, o filósofo francês Pierre Lévy afirmou, em entrevista pelo Twitter, que as petições online são expressões legítimas da vontade dos cidadãos.

iaaamg2Pierre Lévy (Foto: Claudio Tavares)

Ele nega que esse tipo de mobilização online seja menos legítima do que as manifestações tradicionais, como protestos na rua, e afirma ser necessário investir em alfabetização digital para elevar o nível de debate na internet.

Apesar do crescente controle da rede, tanto por governos autoritários como pelos democráticos, o professor da Universidade de Ottawa, no Canadá, acredita haver mais liberdade de expressão com a rede do que sem ela.

Lévy também prevê que o poder de reunir dados e analisá-los vai desempenhar um papel fundamental na vida política do futuro.

Confira abaixo a íntegra da entrevista, concedida pelo Twitter. Em suas respostas, Lévy fez links para outros documentos que embasam suas ideias, reproduzidos abaixo.

Qual a relevância dos abaixo-assinados online para pressionar os parlamentares?
Eu penso que seja tão relevante como os abaixo-assinados escritos. Uma petição é uma petição. Uma petição online só é mais fácil de organizar!

Sendo mais fácil, o sr. não acha que há um risco de promover o “ativismo de sofá” nesse tipo de campanha?
Eu não sou contra o ativismo de sofá. Qualquer forma que o cidadão use para se expressar é positiva.

Você vê aspectos da democracia direta nesse tipo de movimento?
Não. Democracia direta ocorre quando a decisão está nas mãos das próprias pessoas. Eu prefiro ver os abaixo-assinados como formas de expressão.

Essas ferramentas online também não podem dar voz e força à intolerância e grupos que estimulam o ódio? Como lidar com isso?
Você está certo. Essas ferramentas online podem ser utilizadas pelas forças da escuridão e do ódio, e elas são! Não há outra forma de lidar com isso além de promover educação e alfabetização digital. E nós devemos também combater as má ideias online e offline.

Discussões na internet e comentários de notícias sempre parecem tender à difamação e agressão recíproca. Por quê?
Lembre que, na história, discursos de ódio floresceram também na imprensa e em jornais. Não é uma especificidade da internet. Isso também não é exclusividade do online: polêmicas sempre existiram. Veja, por exemplo, as propagandas negativas na TV! Pessoas responsáveis devem promover uma conversa civilizada, em vez de demonizar o outro.

Os governos pelo mundo estão dando uma resposta à altura a essas novas formas de engajamento político?
Eu acho que há um crescente senso da importância da esfera pública digital. Em geral, há uma mudança no debate público em direção ao mundo digital. De um lado, as pessoas podem debater e se expressar de forma muito mais eficiente com ferramentas digitais. Por outro lado, governos podem hoje ser muito mais transparentes, e os cidadãos precisam exigir essa transparência.

Há um risco de aumento de controle da internet pelos governos?
Claro! Em primeiro lugar, ditaduras, como China, Irã, etc, fazem censura e vigilância de seus oponentes. Aliás, os serviços de inteligência de todos os países tentam analisar os dados criados pelas pessoas . Porém, de forma geral, há muito mais liberdade de expressão com a internet do que sem ela.

As futuras revoluções serão tuitadas?
As futuras revoluções… E as futuras contra-revoluções! Eu anuncio a ciberdemocracia há mais de dez anos. A evolução política em torno do globo provou que minhas previsões estavam certas.

Quais serão os próximos passos da ciberdemocracia?
Primeiro, uma melhora na inteligência coletiva online, uma inteligência coletiva mais reflexiva, mais hábil para conhecer a si mesma. Depois, uma melhor transparência dos governos, como justificativas e visualização das consequências das decisões orçamentárias.

É isso, professor. Você gostaria de dizer algo mais sobre o assunto?
Sim, eu acho que o domínio dos dados e da análise dos dados vai desempenhar um papel fundamental na vida política do futuro.

 

Fonte: Estadão.com.br

Proust à distância de um dedo

f21 (1)Manuscritos de Marcel Proust

É um divertimento ir à Gallica, a biblioteca digital da Biblioteca Nacional da França, e tentar decifrar a letra de Marcel Proust (1871-1922), por exemplo, nos vários caderninhos do manuscrito de Em Busca do Tempo Perdido. Aquilo que outrora só podia ser visto e analisado por especialistas na seção de reservados da Biblioteca Nacional da França está agora acessível a quem navegar no site ou descarregar o aplicativo “Gallica”.

Se espreitarmos o caderno À la Recherche du temps perdu — Sodome et Gomorrhe VI, um dos manuscritos do escritor francês que está disponível na Gallica, e clicarmos nas páginas daquele caderno bordeaux, elas vão passando folha a folha pela tela. O que é divertido é tentar decifrar as correções e alterações que Marcel Proust foi fazendo no seu manuscrito. Espalhados pelas várias páginas estão anotações, acrescentos e ainda palavras, frases e por vezes parágrafos inteiramente riscados, assim como desenhos. Mas na Gallica não estão só disponíveis os manuscritos: também podemos ver as anotações que Proust fez nas provas tipográficas, por exemplo, de Du côté de chez Swann ou de À l’ombre des jeunes filles en fleurs, com as suas correcções manuscritas. Disponível no site, à atenção de gerações de leitores sob influência, está também toda a Recherche… na edição Gallimard de 1946-1947.

Quem tiver um smartphone ou um tablet, a Gallica lançou um aplicativo de mesmo nome e que pode ser descarregado gratuitamente na App Store ou na Google Play Store. E aí a sensação de estarmos mesmo folheando um livro é ainda maior. Ao leitor é ainda dada a possibilidade de ver o documento página a página, como se se tratasse de uma galeria de imagens.

Mas não só de Proust vive a Gallica. Estão lá disponíveis obras de outros autores, como La dame aux camélias, de Alexandre Dumas (1824-1895), ou Un Capitaine de Quinze Ans, de Júlio Verne (1828-1905) — ambas as edições com lindíssimas ilustrações.

 

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Fonte: Ípsilon │ Público.pt

Bíblia com evangelho inédito encontrada na Turquia preocupa o Vaticano

Imagem: Daily Mail

De acordo com o Daily Mail, uma bíblia com mais de 1500 anos descoberta no ano 2000 está tirando o sono do Vaticano. Segundo as informações, o volume feito em couro e escrito em siríaco — um dialeto do aramaico — traria o evangelho de Barnabé, um dos apóstolos de Jesus que viajava com Paulo. No entanto, a polêmica foi lançada pela imprensa iraniana, que afirmou que as informações contidas no evangelho podem acabar com o cristianismo.

A bíblia foi encontrada há 13 anos na Turquia, e permaneceu guardada em segredo por todo esse tempo. O livro teria sido escrito no século V e, entre as informações polêmicas, negaria que Cristo foi crucificado e que era o Filho de Deus. Além disso, segundo os iranianos, no evangelho estaria escrito que Jesus previu a chegada do Profeta Maomé, e que os textos seguem a mesma linha que os textos sagrados da religião islâmica.

Polêmica

Devido à seriedade das alegações, o Vaticano teria feito uma solicitação oficial para avaliar a relíquia, embora muitos acreditem que tudo não passa de propaganda islâmica “anticristianismo”. Ainda assim, as autoridades turcas que avaliaram a bíblia — que se encontra em Ancara — acreditam que o livro seja autêntico. Em contrapartida, Phil Lawler, que escreve para um site cristão, apontou algumas inconsistências nas alegações iranianas.

Segundo Lawler, se o documento foi escrito durante o século V ou VI, é impossível que ele tenha sido redigido por alguém que viajava com o apóstolo Paulo 400 anos antes. Assim, o evangelho deve ter sido produzido por alguém que se fez passar por Barnabé. Além disso, a correta datação do documento é crucial, pois no século VII a chegada de Maomé já podia ser antecipada.

De qualquer forma, a história de que a Igreja Católica teria selecionado quais evangelhos fariam parte da bíblia é bem conhecida, portanto, muita gente acredita que ainda existem diversos textos bíblicos desconhecidos por aí.

 

Fonte: MegacuriosoDaily Mail Online (inglês)

Evolução vs. Design inteligente

A Teoria da Evolução (ou simplesmente Evolução) teve seus detratores desde que foi conhecida pelo mundo, através do livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Inicialmente, o que os detratores propunham como alternativa à Evolução era simplesmente o criacionismo bíblico, retratado no livro Gênesis, da bíblia.

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Charles Darwin (Ilustração)

Contudo, o criacionismo não é algo científico. É simplesmente uma crença religiosa, a qual diz que o universo, como um todo (incluindo toda a vida, desde bactérias até a humanidade), foram criados por um agente sobrenatural. Deus. Mais precisamente o deus judaico-cristão.

Assim sendo, o criacionismo não é capaz de explicar coisa alguma sobre as mudanças pelas quais os seres vivos passam; o motivo pelo qual certos indivíduos são imunes a determinadas doenças enquanto outros acabam padecendo; ou mesmo o motivo pelo qual determinada espécie animal tem determinada anatomia. Não consegue, também, prever coisas como extinções devidas à caça indiscriminada; consequências a médio e longo prazo de distúrbios ambientais, sejam eles o desmatamento, a aplicação de agrotóxicos, ou o aquecimento global; etc.

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O que é o exato o contrário da Evolução, que não só explica e prevê tudo isso, como pode prever até mesmo as possíveis cores dos olhos dos filhos de um casal, baseado unicamente em sua genética.

Assim, para tentar dar uma “roupagem científica” (leia-se: maquiagem científica) ao criacionismo, os detratores criaram o Design inteligente (DI). O DI é basicamente a Evolução, mas tira-se o componente aleatório das mutações e adiciona-se a intenção de um “designer” (leia-se: deus). Assim, tanto a história quanto o futuro das espécies voltariam, magicamente, ao controle de deus.

Contudo, em debates sobre Evolução vs. DI (Design inteligente), os defensores do DI sempre se esquecem do principal: para que exista um “design”, seja ele inteligente, meia boca ou mesmo burro, é preciso que exista o “designer”. Em outras palavras, não importa o quão bom sejam os argumentos dos defensores do DI: enquanto eles não provarem, cientificamente e com base em evidências, que tal “designer” existe, o debate continuará vazio e desprovido de qualquer significado científico.

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O detalhe importante e que, parece-me, ninguém percebe, é que os defensores do DI sabem disso. Eles defendem o DI exatamente como tentativa de provar que o “designer” existe. O que é uma completa inversão da coisa como um todo.

Assim, tal debate é, foi e continuará sendo inútil. Os argumentos em favor do DI não deveriam sequer ser ouvidos ou respondidos. É preciso que se exija que eles sigam a lógica e, primeiro, apresentem evidências do “designer”. Aí, então, poderemos voltar a debater, aberta e honestamente, tanto o DI quanto como ele se daria.

 

Fonte: Livres Pensadores

 

A esquerda derrotada

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Slavoj Zizek

Em recente jantar na Califórnia, o filósofo esloveno Slavoj Zizek levou um acompanhante, um compatriota fumante. O amigo quis fumar um cigarro na varanda. Diante da resposta negativa do anfitrião, o cidadão esloveno ofereceu a opção de fumar na rua, mas o ilustre anfitrião disse que isso “pegaria mal” para sua reputação nas redondezas. Em seguida, o anfitrião ofereceu uma rodada de drogas consideradas “não tão leves” para os convivas, escreve Zizek em seu novo livro, O Ano em Que Sonhamos Perigosamente (Boitempo, 144 págs., R$ 23). Drogas são mais perigosas do que fumar, o que está acontecendo neste mundo do politicamente correto?, pergunta Zizek. Ele mesmo responde: “Trata-se de um fenômeno lançado pelo mundo anglo-saxônico e isso tem uma dimensão de classe”. Em miúdos, os mais favorecidos doutrinam. Ao mesmo tempo, delineiam as diferenças entre o exagero de fumar um cigarro, um excesso, não um prazer, e o prazer de tomar uma droga, com moderação, é claro, que supostamente não provoca graves consequências.

O Ano em Que Sonhamos Perigosamente, em fase de lançamento no Brasil, é uma análise dos protestos que reverberaram de Túnis a Atenas em 2011. Para o autor, “embora os protestos sejam positivos, falta um programa”. Alma livre e espontânea, Zizek não prevê o futuro. Mas não deixa de ser iluminado. “Você pode”, diz Zizek, “canibalizar minhas respostas. Qualquer jornalista pode reproduzir o oposto do que eu lhe disse”. Não é o caso a seguir.

CartaCapitalHá diferentes circunstâncias nos protestos de 2011. Mas quais as semelhanças?
Slavoj Zizek – Não vejo semelhanças na patética maneira de ver as coisas da esquerda. Eles dizem que há um desejo de liberdade. A meu ver, todos esses movimentos reagem a diferentes aspectos do capitalismo global. E é por isso que esses movimentos são interessantes. Como sabemos, os liberais ocidentais dizem que os manifestantes mundo afora buscam uma democracia ocidental. Mas eu não acho que esse seja o caso. No Cairo, por exemplo, o objetivo era lutar contra as forças autoritárias. Além disso, não creio que o capitalismo gere uma demanda por uma democracia. Há diferentes tipos de democracias.

CCUm exemplo seria a China?
SZ – A China é um sistema expansionista e dinâmico como países capitalistas do Ocidente. O sistema chinês é, no entanto, autoritário. O triste recado chinês é o seguinte: o capitalismo global será cada vez menos democrático. Imigrantes, que não estão integrados nas sociedades para as quais migram, são a prova. Em suma, mais capitalismo não resolverá esse problema. O problema é que os protestos de 2011 não oferecem uma resposta. Viajei mundo afora e me perguntei: “O que eles querem?” Não esperava um programa detalhado. Mas tudo o que você escuta dos manifestantes é uma crítica moralista: eles lutam contra a exploração e a corrupção. Querem uma volta de John Maynard Keynes, uma volta do Estado do Bem-Estar Social, controle de bancos, mais dinheiro para a saúde, a segurança e a educação. Ou seja, não há uma alternativa.

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CCMas há diferenças nas demandas dessas distintas revoluções. No seu livro­, o senhor argumenta que no Egito houve sólidas demandas seculares, e, ao mesmo tempo, em Wall Street não houve programa.
SZ – Sim, claro, há diferenças. Mas há semelhanças nessa emergente nação global. Mas, como em Wall Street, as coisas voltam ao normal no Cairo. Mesmo com 1 milhão de egípcios a manifestar na Praça Tahrir, é uma minoria. A maioria das revoluções foram assim. A revolução de outubro de 1917 é um exemplo. Lenin conseguiu o apoio de camponeses insatisfeitos com a Primeira Guerra Mundial, mas não da maioria da população russa. Portanto, não creio que a situação esteja pior atualmente. O problema é que não vejo como transformar os descontentamentos em organizações positivas. Estive na Grécia. Falei com muita gente, e me disseram que querem um capitalismo mais eficiente. Retruquei ser um objetivo difícil. A Grécia não tem uma estrutura para o tipo de capitalismo atual. No Brasil, em contrapartida, houve o Bolsa Família, que deu certo.

CCO que o senhor acha do Bolsa Família?
SZ – O Bolsa Família foi um plano para redistribuir renda no País. Em miúdos, foi um plano para ajudar as pessoas com receitas inferiores.

CCQuais as suas expectativas, e eis uma pergunta no mínimo difícil, para o mundo?
SZ – Não gosto da maneira como as coisas estão se desenvolvendo. O povo quer mudanças, mas a esquerda não tem opções para ele. O problema é que hoje agremiações de esquerda podem, ao contrário dos velhos tempos, chegar ao poder. Mas a esquerda está confusa.

CCO senhor diz que essa esquerda tem um problema: ela moraliza.
SZ – Moralizar é sempre um sinal de derrota. Quando você precisa moralizar é porque você tem um problema real. Sempre desconfio de políticos que desconfiam de exploração financeira, especulação e banqueiros não honestos. Mas talvez devamos ser otimistas. A revolução no Egito não poderia ser o começo de algo novo?

CCNo seu livro, o senhor mencionou o discurso, no Cairo em 2009, de Barack Obama. Ele propôs uma solução de dois Estados, Palestina e Israel. Mas o senhor não opina a respeito.
SZ – Obama não é uma pessoa ruim. Esses esquerdistas como o ativista Tariq Ali estão errados sobre Obama. Tudo bem, Obama poderia ter feito mais em um senso radical, mas não pôde. Seu espaço sempre foi limitado. Obama é um político com boas intenções.

CCComo reage quando críticos dizem que é um esquerdista populista?
SZ – A resposta está no livro Welcome To The Desert, pubicado no Brasil. Em Israel, fui considerado antissemita. E no Cairo me chamaram de propagandista. Fiquei contente. Quando os dois lados atacam é sinal de que você está no caminho certo. Sabe, quando eu era jovem, sonhávamos com um socialismo com rosto humano. Veja, o socialismo não funciona. E nem, acredito, na social-democracia. Portanto, a crise ­econômica de 2008 é uma grande ­derrota da ­esquerda. O motivo? A esquerda não tem opções para a crise.

 

Fonte: Carta Capital

130 anos da morte do filósofo Marx

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Em homenagem ao filósofo e intelectual alemão Karl Marx, especialmente pelos 130 anos de sua morte, eis uma lista das obras de Marx traduzidas para o idioma português (PT-BR):

 

  • Manifesto Comunista (Boitempo Editorial, 1998. Tradução: Álvaro Pina.)
  • Manuscritos econômico-filosóficos (Boitempo Editorial, 2004. Tradução: Jesus Ranieri.)
  • A sagrada família (Boitempo Editorial, 2003. Tradução: Marcelo Backes.)
  • Crítica da filosofia do direito de Hegel (Boitempo Editorial, 2005. Tradução:Rubens Enderle e Leonardo de Deus.)
  • Sobre o suicídio (Boitempo Editorial, 2006. Tradução:Rubens Enderle e Francisco Fontanella.)
  • A ideologia alemã (Boitempo Editorial, 2007. Tradução: Rubens Enderle, Nélio Schneider e Luciano Cavini Martorano.)
  • Sobre a questão judaica (Boitempo Editorial, 2010. Tradução: Nélio Schneider / Wanda Caldeira Brant.)
  • Lutas de Classes na Alemanha (Boitempo Editorial, 2010. Tradução:Nélio Schneider.)
  • O 18 de brumário de Luís Bonaparte (Boitempo Editorial, 2011. Tradução:Nélio Schneider.)
  • A guerra civil na França (Boitempo Editorial, 2011. Tradução: Rubens Enderle.)
  • Grundrisse (Boitempo Editorial, 2011. Tradução: Mario Duayer (supervisão editorial e apresentação), Nélio Schneider, Alice Helga Werner e Rudiger Hoffman.)
  • Crítica do Programa de Gotha (Boitempo Editorial, 2012. Tradução: Rubens Enderle.)