Filantropia

EQHO Continue to Support Translators Without Borders

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People in some of the world’s poorest countries do not have access to life saving health information in their native language. There are around 7000 different world languages, 2200 of which can be found in Asia. In Thailand, for example, there are approximately 70 minority languages; Papua New Guinea has a record 830.

According to UNICEF, more people die from lack of knowledge than disease. A study conducted in Africa by Common Sense Advisory found that 63 percent of people believe that greater access to translated information could have saved the life of a friend or family member.

Humanitarian translations

Translators without Borders (TWB) was formed on the premise that knowledge saves lives. The US-based non-profit connects volunteer translators with aid organizations in need of translation services. Work centers on increasing access to reliable health care information worldwide.

An initiative in India involved subtitling health-related videos into key Indian languages. Information about malnutrition and new-born care was translated into 12 dialects, broadening the reach of the message significantly. Wikiproject Medicine translated 80 of the highest ranking online medical articles (with an average of 1 million views per month) from English into around 80 developing world languages.

The sharing of knowledge and information can solve many of the world’s problems: disease, hunger, malnutrition, infant mortality and relief after natural disasters. The financial backing provided by the sponsors of TWB is crucial to fund these life-saving projects.

Asian language service provider EQHO Communications has pledged its continued support by renewing its bronze sponsorship. The Bangkok based localization company works in over 50 languages and has volunteered its services as a specialist translator of South East Asian dialects. The company is also involved with many community based development initiatives that facilitate communications in Thailand and developing the Lao PDR.

10 million word milestone

TWB are changing the world one word at a time. Last year, 5 million words were translated, in May 2013, they reached 10 million. To celebrate, sponsors have participated in a short video production as part of a montage to be aired at Localization World in London.

Supporters were asked to record an mp3 message saying why they back the organization. EQHO’s answer gets to the heart of the matter: “We support TWB because we care and we want to share.” That is to share information. Projects which fund medical treatment in developing countries help to alleviate the pain and discomfort of many. Education can prevent this suffering in the first place.

 

See also:

http://www.bbc.co.uk/languages/guide/languages.shtml
http://wiki.answers.com/Q/What_languages_are_spoken_in_Thailand
http://www.commonsenseadvisory.com/Portals/0/downloads/Africa.pdf

 

 

 

 

A história de como o neto do sapateiro ergueu um império

ELEONORA DE LUCENA
de São Paulo

 

Antônio Ermírio de Moraes  (imagem: Eduardo Knapp/Folha)

Antônio Ermírio de Moraes (imagem: Eduardo Knapp/Folha)

Flanando pela rua 24 de Maio, no centro de São Paulo, Antônio Ermírio de Moraes se interessou por um relógio importado numa vitrine. Entrou na loja e perguntou o preço. O vendedor observou a figura em desalinho do homem –roupa simples, mal arrumado, gravata fora do lugar– e respondeu secamente: –Esse não é para o teu bico, vá andando.

O empresário, um dos mais ricos do Brasil, não retrucou e seguiu caminhando até a sede do Grupo Votorantim, na praça Ramos de Azevedo. De lá, comandou um dos maiores conglomerados do continente, atuante em siderurgia, mineração, energia, cimento, celulose, agroindústria, finanças.

A história do vendedor arrogante e do milionário resignado é narrada pelo sociólogo José Pastore em “Antônio Ermírio de Moraes, Memórias de um Diário Confidencial”, em maio nas livrarias.

Pastore convive com Ermírio há 35 anos. Conheceu o empresário em 1979, quando trabalhava no Ministério do Trabalho no governo Figueiredo. Depois, em 1986, atuou na campanha do dono da Votorantim ao governo do Estado de São Paulo. A partir daí, esteve sempre ao lado de Ermírio, acompanhando a evolução do grupo, a ação filantrópica do empresário e até suas incursões no meio artístico como dramaturgo.

No seu relato, Pastore mostra bastidores de um homem obstinado com o trabalho, defensor intransigente do nacionalismo, crítico da especulação financeira. Também aparecem facetas de um personagem de “estopim curto, exageradamente exigente, autoritário” e avesso ao exibicionismo e consumismo.

“Ele não sabe descansar. Tem vergonha de ficar na piscina enquanto os empregados estão trabalhando”, diz Maria Regina, mulher de Ermírio, no livro.

EMPRESÁRIO NACIONAL

Pastore lembra da liderança que Ermírio exerceu entre os empresários, dos seus embates com os ministros dos governos militares e da sua atuação no movimento pela redemocratização.

“Antônio sempre temeu uma eventual desindustrialização do país, tendo sido um defensor incansável da necessidade de fortalecer as empresas nacionais”, diz Pastore.

Crítico dos juros altos –“juro é uma espécie de foguete que dispara a inflação”–, Ermírio atacou o sistema financeiro: “Se eu não acreditasse no Brasil, seria banqueiro”, disse.

Quando foi criado o Banco Votorantim, Ermírio não se conformava com o fato de o banco –que ocupava apenas um andar e empregava poucos funcionários– dar mais lucro do que a sua Companhia Brasileira de Alumínio.

“Fico triste ao ver que uma coisa tão fácil é mais lucrativa do que algo que me tomou a vida inteira”, constatou.

O livro entra nos meandros da campanha a governador de Ermírio e conta como o então candidato ficou chocado com as manobras políticas e fisiológicas: todos que o abordavam pediam cargos para “poder viver sem trabalhar pelo resto da vida”.

“Você acha que eu vou sair da Votorantim para viabilizar suas mutretas?”, respondeu uma vez o empresário.

Segundo Pastore, a frustração com a política levou Ermírio a escrever peças teatrais. Afinal, concluiu que “a política é o maior de todos os teatros”. As idas e vindas da experiência do empresário na dramaturgia é um dos pontos mais atraentes do livro.

O teatro acabou “quebrando a rigidez do empresário durão”, avalia Pastore. Nessa metamorfose, Ermírio passou a acompanhar ensaios noite adentro –e teve que conviver com críticas.

A prática da escrita Ermírio exerceu por 17 anos em sua coluna dominical na Folha. O livro reproduz algumas passagens dos textos e conta como o empresário se dedicava a elaborar uma narrativa atrativa para a divulgação de suas teses sobre o Brasil.

Neto de sapateiro, Ermírio vivia repetindo que queria morrer trabalhando. “Por ironia do destino”, diz Pastore, o empresário “acabou tendo uma combinação de doenças que afetaram sua mente e seus movimentos, imobilizando-o numa cama”: ele sofre de hidrocefalia e mal de Alzheimer. “Foi um destino cruel”, escreve o sociólogo.

Deixando de lado o Grupo Votorantim, que chegou a ser considerado a melhor empresa familiar do mundo, o autor se concentra na pessoa. Conta casos pitorescos -como quando Ermírio foi tirar satisfações de uma gangue que planejava sequestrá-lo.

No prefácio do livro, Fernando Henrique Cardoso afirma que Ermírio é “o tipo ideal de ‘empresário nacional'”. De fato, o relato do fiel escudeiro Pastore ajuda a entender um personagem fundamental para a história recente do país.

Sem telefone celular, ele enxergava vantagem na antiga régua de cálculo em relação ao computador: ela “obriga a pensar”, defendia.

Convivendo com poucos amigos, dizia que não conhecia shoppings. “Mas o senhor não compra nada?”, lhe perguntou uma vez uma repórter. A resposta: “Compro, sim. Compro fábricas”.

 

Fonte: Folha de S. Paulo

 

Bilionários do fundo 3G Capital são gurus também da filantropia

SÃO PAULO

Em suas facetas mais conhecidas, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira são ícones do capitalismo global. O trio, hoje reunido na empresa de investimentos 3G Capital, forjou uma agressiva cultura de gestão e comanda a maior cervejaria do mundo, a Anheuser-Busch InBev, além de símbolos americanos como as lanchonetes Burger King e a fabricante de alimentos Heinz. No mês passado, a revista Forbes classificou Lemann como o homem mais rico do Brasil, à frente de nomes como Eike Batista e Joseph Safra (Telles e Sicupira também estão na lista dos bilionários).

 3G Capital
 Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira

A face menos óbvia dessa turma está na filantropia. Cada um dos investidores tem uma fundação que atua em áreas como educação e gestão pública. Jorge Paulo Lemann criou a Fundação Lemann, que oferece bolsas de estudo no exterior para talentos brasileiros e cursos para secretários municipais de educação, diretores e professores de escolas públicas. Marcel Telles fundou a Ismart, que seleciona alunos-destaque de escolas públicas para cursar o ensino médio em colégios particulares. Sicupira, por sua vez, criou a Brava, que apoia iniciativas de melhoria da gestão pública. Juntos, os três ainda estão à frente da Fundação Estudar, voltada ao desenvolvimento de lideranças.

O ponto comum entre as organizações é o esforço para trazer as obsessões clássicas do trio – como meritocracia e a busca incansável por resultados – para o mundo aparentemente “paz e amor” das instituições sem fins lucrativos. “Jorge Paulo Lemann quer deixar um legado na filantropia assim como deixou no setor privado”, diz Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann.

Boa parte dos recursos das fundações também vem do trio. Lemann, por exemplo, é responsável por 90% do orçamento de sua fundação. Os 10% restantes têm como origem empresas como Itaú BBA, Telefônica e famílias doadoras, como a de Abilio Diniz. Telles contribui com 55% dos investimentos do Ismart. A outra parte vem, principalmente, de escolas particulares parceiras. A exceção é a Estudar. Cerca de 80% do orçamento de R$ 4 milhões vêm de empresas, em uma tentativa de perenizar a organização – outra obsessão do trio, que quer estender sua marca para além das listas de bilionários.

Fonte: O Estado de São Paulo