Cinema

O mestre da literatura policial está de volta a Hollywood

The-Drop-movie-imageImagem: Divulgação

Foi divulgado na última semana o trailer de The Drop, dirigido pelo pouco conhecido Michaël R. Roskam. No filme, Tom Hardy (A Origem, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge) é o dono de um bar em Boston que faz vistas grossas para a vocação de seu estabelecimento: é o local preferido dos criminosos para transações ilegais de dinheiro. Quando um assalto dá errado, ele se vê entre a investigação policial e as ameaças de criminosos prejudicados.

Além de ser o último trabalho de James Gandolfini (Os Sopranos, O Homem da Máfia), o filme é marcado pela estreia do escritor americano Dennis Lehane como roteirista em Hollywood. Antes, o autor fez alguns trabalhos de roteiro e produção nas séries The Wire e Boardwalk Empire.

Lehane é considerado um dos maiores mestres do romance policial na atualidade. No Brasil, ele é editado pela Companhia das Letras, que publicou toda sua obra. O livro mais recente é Os Filhos da Noite, lançado no começo de 2014, que conta a história da ascensão de um filho de policial no crime organizado em Boston durante a Lei Seca. Seus outros personagens recorrentes são a dupla de detetives particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro, que protagonizaram cinco obras (a última, Estrada Escura, publicada no Brasi em 2012).

No cinema, as histórias de Dennis Lehane costumam render boas adaptações: Medo da Verdade (Gone Baby Gone), o primeiro e melhor filme de Ben Affleck como diretor (cuja adaptação melhorou a história, aparando as sobras); o premiado Sobre Meninos e Lobos (Mystic River), dirigido por Clint Eastwood; e Ilha do Medo (Shutter Island) de Martin Scorsese. Os Filhos da Noite já teve os direitos comprados e deve cair nas mãos de Ben Affleck.

O próximo filme, The Drop, é a adaptação de um conto de Lehane. O longa metragem está previsto para estrear nos Estados Unidos no dia 19 de setembro. No Brasil ainda não há informações sobre a distribuição. Enquanto isso, dá tempo de conhecer mais a obra do escritor, que costuma contar histórias sobre homens moldados pelo ambiente onde cresceram e atordoados pelas conseqüências de fazer o que tem que ser feito.

 

Fonte: Trincheira

Bryan Cranston vai revelar segredos e “mentiras” em livro de memórias

cranstonImagem: Divulgação

Bryan Cranston, que protagonizou Breaking Bad, vai escrever um livro de memórias sobre a vida dele e o trabalho como ator. A biografia será lançada no primeiro semestre de 2015 pela Scribner, divisão da editora Simon & Schuster, segundo o jornal The New York Times.

Em um comunicado, o ator vencedor do Emmy disse que ele vai, “contar as histórias da minha vida e revelar segredos e mentiras que eu escondi por seis anos gravando Breaking Bad”. Vale lembrar que Cranston tem experiência com texto, já escreveu alguns roteiros. Nan Graham, da Scribner, acrescentou que Cranston “escreve da maneira como ele age – com comprometimento, inteligência e humor.”

Construindo um currículo com personagens passageiros e coadjuvantes em filmes e séries (incluindo um pequeno papel como o dentista de Seinfield), Cranston foi destaque no começo dos anos 2000 como Halp, o pai na sitcom Malcolm in the Middle. Em 2008, ele estreou no papel definitivo para sua carreira, o de Walter White, um professor de química que se torna fabricante da metanfetamina, em Breaking Bad, que lhe rendeu um Emmy e um Globo de Ouro de Melhor Ator em Série Dramática.

Com o despertar de Breaking Bad, que acabou no ano passado, Cranston se aprofundou no mundo do cinema – ele apareceu em filmes como Drive e O Poder e a Lei – assim como em produções teatrais. Atualmente, ele está em cartaz na Broadway como o Presidente Lyndon B. Johnson na peça All the Way e estará no próximo remake de Godzilla.

 

Fonte: RollingStone Brasil

Festival na Itália recebe filmes de até 30 minutos

la_guarimbaImagem: Divulgação

Estão abertas as inscrições para 2ª edição do Festival de Cinema La Guarimba, que acontece entre os dias 7 e 14 de agosto na cidade de Amantea, no sul da Itália. O evento seleciona curtas-metragens finalizados a partir de 1º de janeiro de 2012 para suas mostras competitivas em três categorias: ficção, documentário e animação.

A temática é livre e a duração permitida é de 30 minutos, com exceção para os filmes de animação stop-motion, que devem ter no máximo 20 minutos.

Os interessados devem enviar uma cópia do curta-metragem em DVD para o endereço informado no regulamento. Também é necessário enviar um CD contendo a ficha de inscrição preenchida, uma cópia do documento de identidade do diretor, a sinopse do curta-metragem, ficha técnica e três fotos do filme, foto e filmografia do diretor e o comprovante do pagamento da taxa de inscrição, no valor de 10 euros.

A curadoria vai selecionar um total de 45 curtas-metragens para exibição, sendo 20 de ficção, 15 de animação e dez documentários. Os filmes selecionados precisarão ser legendados em italiano e concorrerão a premiações em dinheiro para os melhores filmes de cada categoria: mil euros para ficção e animação, e 500 euros para documentário, além de troféus para categorias técnicas como melhor diretor, roteiro, ator, atriz e outras.

O prazo para inscrições vai até o dia 20 de maio.

Para mais informações, consulte o site do Festival de Cinema La Guarimba.

 

Fonte: Cultura e Mercado

360-view Oculus Rift film gets groundbreaking interactive trailer

OculusRift(IMAGE: ROBYN BECK/GETTY IMAGES)

The Oculus Rift aims to change the way we play video games with its fully-immersive virtual reality headset, but it also has its sights set on impacting the way we consume all media, including movies.

Video tech startup Condition One is currently working on a documentary called “Zero Point” about virtual reality headsets, made specifically for the Oculus Rift. Although the production was announced last year, the company released its first interactive trailer, which gives a fascinating taste of what we might see.

The Oculus Rift supports 3D movies and a 360-degree viewing experience — and “Zero Point” will take advantage of both — but the trailer is limited to 180-degree angles for now. But the two-minute clip lets you move your mouse in different directions to see different perspectives, likening the experience to moving your head while wearing the Oculus Rift.

Condition One founder Danfung Dennis, an Oscar nominated filmmaker, reportedly plans to make more movies through the headset in the future, according to TechCrunch.

 

Source: Mashable

Mais um livro de Matthew Quick vai virar filme

matthew-quickMatthew Quick (Divulgação)

Recém-lançado nos Estados Unidos, o novo livro de Matthew Quick, The Good Luck of Right Now (ainda sem título em português), já conta com uma adaptação cinematográfica em produção. Com direção de Jonathan Dayton e Valerie Faris, de Pequena Miss Sunshine, e roteiro de Mike White (Escola de Rock), o filme está atualmente em fase de escalação de elenco. A obra conta a história de quatro estranhos, unidos pela dor da perda, que embarcam em uma jornada e acabam formando uma nova família disfuncional. Os direitos de publicação do livro no Brasil pertencem à Intrínseca, embora não haja previsão de lançamento.

A editora publicará ainda outros dois livros de Quick: Boy21, lançado originalmente em março de 2012 nos Estados Unidos, e Sorta like a Rock Star, de maio de 2010. Matthew Quick também é autor de O lado bom da vida – cuja adaptação cinematográfica rendeu um Oscar para a atriz Jennifer Lawrence, além de ter recebido vários outros prêmios e indicações – e Perdão, Leonard Peacock.

The-Good-luck-of-right-now

 

Fonte: Editora Intrínseca

A stirring tribute to Roger Ebert from the director of ‘Hoop Dreams’

 

Roger Ebert & Gene Siskel(Photo: Sundance Institute)

The movies, Roger Ebert said, “are like a machine that generates empathy… It helps us to identify with the people who are sharing this journey with us.” Life Itself, an engrossing new documentary based on Ebert’s memoir of the same name, inspires more than its share of empathy as it chronicles its subject’s final days. But the film by Hoop Dreams director Steve James also generates a sense of wonder. How did a chubby know-it-all from Urbana, Illinois, come through decades of alcoholism and loneliness to redefine film criticism and become one of the country’s greatest popular writers?

It’s a journey worth taking, even if you know the broad outlines of Ebert’s life: an early love of writing leads him to newspapers, where he becomes a general-assignment reporter at the Chicago Sun-Times. The then-undistinguished job of film critic falls in his lap, and he throws himself into it, winning the Pulitzer Prize in 1975. That same year, Ebert begins his career in television, a move that will ultimately make him the most famous critic in America. At the age of 50, he marries for the first time, and his wife, Chaz, becomes a central figure in his life, managing his affairs and becoming his caregiver after cancer takes his voice.

A JOURNEY WORTH TAKING

James chronicles these turns with sophistication and wit, drawing on more than two dozen interviews with Ebert’s family, co-workers, and friends in the movie industry. (The best of these is a characteristically ludicrous appearance from director Werner Herzog, whose roughly 90 seconds in the movie alone make Life Itself worth seeking out.)

The tricky thing about Life Itself is taking Ebert’s enormous output of text and turning it into cinema. There’s plenty of Ebert on video, of course, but the film pays great deference to Ebert as a writer, layering text on the screen and including lengthy passages of voiceover from the memoir. “One of the things we wanted to do was to show what a great writer he was,” James told me in an interview this week after the film’s premiere at the Sundance Film Festival. “I wanted Roger to be the narrator of the film.”

Of course, you can’t tell the story of Ebert without including the man most closely associated with him. In 1975, after some early experiments with public television, Ebert hooked up with crosstown rival Gene Siskel of the Chicago Tribune. Their work together, first at Sneak Previews and later with At the Movies, introduced a generation to films both popular and independent, and to the language of criticism. Without Siskel & Ebert it seems unlikely that I would have spent high school arguing with my friend Michael about the relative merits of Fargo, Pulp Fiction, and (yes) Hoop Dreams, all of which we had gone to see only after they’d received two thumbs up.

“I WANTED ROGER TO BE THE NARRATOR OF THE FILM.”

The story of Siskel and Ebert’s complicated partnership has been told before, and the film offers the usual raucous clips of the rivals arguing. But Life Itself enlivens the tale with new details: it reveals that Siskel, who appeared on television as something of a square, was once a member of Hugh Hefner’s coterie and attended topless pool parties at the Playboy Mansion. And it contains the first in-depth interview with Siskel’s widow, Marlene Iglitzen, who recounts Siskel’s mounting fears that Ebert would leave the show to go solo, leaving him without his partner. (Siskel died from a brain tumor in 1999.)

But the film’s greatest drama may lie in its own making. James began interviewing Ebert only in the last several months of the critic’s life. And while Ebert’s memoir gives the film its structure, James sought to go beyond it to show his subject’s life after he published his book in 2011. Cancer of the jaw caused Ebert to lose his voice, along with the ability to eat or drink, and Life Itself offers an unflinching portrait of a dying man. It can be brutal: the first scene in which Ebert appears finds him in the hospital, receiving suction in his airway. “It was a way of saying right up front, here you go: this is the guy you’re going to see in this movie. Get over it,” James told me. “And I hope people do get over it. I hope you get to a place where you see it’s still Roger, and you see past the infirmities.”

IT CAN BE HARD TO WATCH

In Ebert’s final days, James sends him a nine-page list of questions he hopes to answer. But Ebert, normally generous in his emailed replies, responds only: “I can’t.” He dies soon thereafter, surrounded by Chaz and other friends and family. James is sanguine about the abrupt loss of access to his subject: “Ultimately, part of what filmmaking about is making a film from what you get, not what you wanted to get,” he says.

Life Itself takes what James and his crew captured and turns it into a fitting tribute. And it gives a fair hearing to some of the more pointed criticisms of Ebert’s work: that he was a sharper critic when he was younger; that he became too friendly with the filmmakers he critiqued; and that his thumb-based method of reviewing robbed film criticism of nuance.

But few can deny that Ebert helped introduce millions of people to great films — and smart criticism — that they would never have seen otherwise. Ebert was more than just a famous critic; he elevated the medium through his criticism. Life Itself is the tribute he deserves.

 

Source: The Verge